A Missão SOS Vida, em Pato Branco, inaugurou oficialmente sua biblioteca institucional, marcando um novo capítulo na história de atuação social da entidade. O espaço passa a integrar as ações de acolhimento e recuperação realizadas pela instituição, utilizando a chamada biblioterapia como ferramenta de apoio aos residentes.
O projeto recebeu o nome de Biblioteca Delise Guarienti Almeida, em homenagem a empresária, precursora da cultura local. A iniciativa busca estimular a leitura como forma de contribuir para a saúde mental, espiritual e emocional das pessoas atendidas pela Missão.
Leitura como ferramenta de recuperação
Mais do que um espaço para armazenar livros, a biblioteca foi estruturada como parte de um projeto de biblioterapia, método que utiliza a leitura como apoio no processo de recuperação pessoal.
Segundo o coordenador da Missão SOS Vida, Cesar Brinkman, a leitura pode auxiliar diretamente na reconstrução da identidade e na ampliação de perspectivas de vida dos acolhidos.
“Ler é abrir a mente para novos horizontes e ganhar tempo para o resto da vida”, destacou, citando o legado de Frei Nelson.
Projeto nasceu da união da comunidade
A criação da biblioteca foi possível graças a uma rede de colaboração envolvendo Rotary Clubs, empresários e membros da comunidade de Pato Branco.
O acervo inicial é formado por livros doados pela família do empresário Carlos Almeida (in memoriam). As obras faziam parte de sua biblioteca pessoal e durante muitos anos ficaram armazenadas na biblioteca do jornal Diário do Sudoeste.
A iniciativa começou quando André Almeida e sua mãe, Delise Guarienti Almeida, procuraram o empresário Luciano Pedralli com a proposta de doar os livros para a criação de uma nova biblioteca ou para reforçar algum acervo existente.
Com o apoio dos Rotary Club Pato Branco, Pato Branco Amizade, Pato Branco Araucária, Pato Branco Guarani e Pato Branco Cristo Rei e de voluntários da comunidade, o projeto foi estruturado e ganhou forma dentro da Missão SOS Vida.
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Homenagem histórica
De acordo com Luciano Pedralli, idealizador da iniciativa, a escolha do nome da biblioteca também representa um gesto simbólico importante.
Ele destaca que a homenagem em vida a Delise Guarienti Almeida é um fato histórico, já que raramente mulheres são patronesses em instituições de acolhimento destinadas exclusivamente ao público masculino.
Para Pedralli, o reconhecimento reforça o impacto cultural e social do projeto para a comunidade.

Espaço fortalece atividades de recuperação
A inauguração da biblioteca reuniu membros da comunidade, voluntários e autoridades locais, demonstrando o apoio da cidade à iniciativa.
Para a Missão SOS Vida, o novo espaço representa mais um avanço nas atividades de laborterapia desenvolvidas pela instituição, oferecendo aos residentes acesso à leitura, lazer, conhecimento e novas oportunidades de desenvolvimento pessoal.






