Moradores de condomínios no entorno da praça Presidente Vargas, região central da cidade, relatam incômodo com o barulho gerado por uma sopradora utilizada por equipes do Município de Pato Branco para a limpeza da área.
Segundo eles, o equipamento é utilizado quase que diariamente, inclusive nos fins de semana, iniciando nas primeiras horas da manhã. Representantes do condomínio Veríssimo Rizzi compartilharam vídeos que seriam registros do trabalho das equipes, em datas diferentes, e em horários que seriam entre 6h e 8h.
O Diário entrou em contato com a representante de outro condomínio do entorno, que também manifestou o incômodo. A representante de um estabelecimento comercial da região também confirmou a situação. Ambas não quiseram ter seus nomes mencionados.
A situação já estaria acontecendo a alguns anos. Um grupo de moradores comunicou formalmente o Município do incômodo em, pelo menos, duas ocasiões: em 2019, por meio de um abaixo-assinado, e em abril de 2022, através de ofício. Porém, segundo eles, a situação permanece. Contatos por outros meios também teriam sido feitos.
Os documentos argumentam que o equipamento utilizado não estaria em conformidade com a lei nº 3.422, de 5 de agosto de 2010, a chamada Lei do Psiu, que estabelece diretrizes para o bem-estar público relacionado aos ruídos.
Segundo a lei, os níveis de pressão sonoros máximos para as zonas residenciais (ZRs) 1, 2 e 3, no período diurno, são de 55 decibéis. Ainda conforme a lei, o período diurno é compreendido das 7h01 às 19h.
De acordo com os dados técnicos de uma sopradora anexados a um dos documentos, a potência sonora do equipamento chega a 108 decibéis.
O Diário entrou em contato quatro vezes com a secretaria de Meio Ambiente entre os dias 21de junho e 8 de julho, encaminhando inclusive os documentos fornecidos pelo grupo de moradores. Não houve posicionamento formal até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para considerações.
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