Abril no Paraná terá mais calor, menos chuva e geada

O mês de abril de 2026 deve ser mais quente e mais seco que a média histórica em boa parte do Paraná, segundo a previsão do Simepar. A redução no número de dias com chuva deve favorecer a elevação das temperaturas, especialmente durante as tardes.

Ainda assim, a segunda quinzena do mês poderá ter entradas de massas de ar frio, com chance de formação das primeiras geadas do ano nas regiões mais altas do Estado.

Simepar prevê chuva abaixo da média em grande parte do Estado

De acordo com a previsão, o Litoral paranaense deve registrar volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximos da média histórica de abril. No restante do Estado, porém, a tendência é de acumulados abaixo da média, com destaque para a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, que já tiveram pouca chuva em março.

O Simepar explica que abril costuma concentrar a chuva em poucos episódios. Ou seja, o mês tem vários dias secos e, quando chove, os acumulados tendem a ser mais elevados em curto período.

Tempo seco deve elevar as temperaturas em abril

Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, a diminuição da chuva no Interior do Estado favorece temperaturas dentro ou ligeiramente acima da média histórica. Isso deve ocorrer desde a Região Metropolitana de Curitiba até as faixas Norte e Oeste do Paraná.

De acordo com o especialista, o predomínio de dias secos e ensolarados tende a aquecer mais o período da tarde. Por isso, abril pode apresentar sensação de calor mais persistente em várias regiões paranaenses.

Massas de ar frio podem provocar primeiras geadas de 2026

Apesar da previsão de temperaturas acima da média, o Simepar informa que massas de ar frio devem avançar sobre o Paraná, principalmente na segunda metade de abril. Nessas condições, há possibilidade de registro das primeiras geadas do ano.

As áreas com maior chance de geada são as regiões mais altas do Estado, como Centro-Sul, Palmas, General Carneiro e Guarapuava. O próprio Simepar já havia indicado, na previsão para o outono de 2026, que as primeiras geadas da estação tenderiam a ocorrer a partir da segunda quinzena de abril.

Sudoeste e Litoral estão entre as áreas mais chuvosas em abril

Historicamente, os maiores volumes médios de chuva em abril no Paraná ficam entre 175 mm e 200 mm em Palmital e na faixa que vai de Pato Branco até municípios próximos da divisa com Santa Catarina. No Sudoeste e no extremo Oeste, incluindo cidades como Pato Branco, Francisco Beltrão, Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e Santa Helena, os acumulados médios variam de 150 mm a 175 mm.

No Litoral paranaense, o padrão também é de chuva mais elevada nesta época do ano. Segundo o Simepar, isso ocorre porque essas áreas recebem maior influência de massas de ar úmidas, que favorecem a formação de instabilidades.

Alexandre Curi deve se filiar ao Republicanos nesta quinta-feira 02

Regiões frias e quentes têm comportamentos distintos no mês

As temperaturas mínimas históricas de abril costumam ser mais baixas no Centro-Sul e em parte da Região Metropolitana de Curitiba, com marcas entre 12°C e 14°C. Já no Sudoeste, nos Campos Gerais e em outras áreas da Grande Curitiba, as mínimas geralmente ficam entre 14°C e 16°C.

Nas máximas, o Centro-Sul apresenta os menores valores médios do mês, entre 22°C e 24°C. Por outro lado, o extremo Oeste, o Noroeste e o Norte Pioneiro costumam registrar as tardes mais quentes de abril, com temperaturas entre 28°C e 30°C. Em outras áreas do Oeste, Sudoeste, Norte, Vale do Ivaí e Litoral, as máximas médias históricas ficam entre 26°C e 28°C.

Previsão reforça tendência de outono mais quente

A tendência para abril está em linha com a previsão sazonal do Simepar para o outono de 2026, divulgada em março. Na ocasião, o órgão já apontava temperaturas ligeiramente acima da média em todas as regiões paranaenses, além de maior amplitude térmica e ocorrência de veranicos ao longo da estação.

Com isso, abril deve combinar tardes mais quentes, menos dias de chuva e episódios pontuais de frio mais intenso na reta final do mês. O cenário exige atenção, sobretudo nas regiões agrícolas e nos municípios de maior altitude, onde as geadas podem começar a aparecer.