A janela partidária de 2026 provocou uma reconfiguração significativa no cenário político do Paraná, com impacto direto na disputa pelo Governo do Estado, Senado e na formação das chapas proporcionais.
O período foi marcado por migrações estratégicas e pela busca de partidos mais competitivos, evidenciando um movimento amplo de reorganização das forças políticas.
PL cresce
Destaque da janela foi o PL, impulsionado pela filiação do senador Sérgio Moro, que deixou o União Brasil. A chegada do parlamentar reposiciona a sigla no Estado e reforça um alinhamento mais direto com a direita nacional.
Além disso, o partido recebeu deputados estaduais e federais, ampliando sua base política. Migraram para o PL os deputados estaduais Delegado Tito Barichello, Mauro Moraes, Denian Couto e Paulo Gomes, além dos deputados federais Sargento Fahur, Nelsinho Padovani e Vermelho.
Dessa forma, o PL consolida-se como o principal destino de lideranças com base eleitoral estruturada, fortalecendo sua presença e capacidade de articulação para 2026, mesmo com a saída de seu ex-presidente estadual Fernando Giacobo que migrou para o PSD.
Republicanos ganha força e entra no jogo majoritário
Enquanto o PL avançou em volume, o Republicanos se destacou pela organização política. A filiação do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, foi determinante para a construção de um novo bloco de poder no Estado.
Na sequência, o partido também recebeu Ney Leprevost, vindo do União Brasil, e Marcio Pacheco, que deixou o PP. A articulação tem como um dos principais nomes o deputado federal Pedro Lupion, que lidera o processo de estruturação da sigla.
Com isso, o Republicanos deixa de ser coadjuvante e passa a ter protagonismo, com potencial de influenciar diretamente a disputa eleitoral de 2026.
PSD mantém quadro robusto
O PSD, partido do governador Ratinho Junior, segue relevante, mas sofreu perdas importantes durante a janela. Entre elas, a saída de Alexandre Curi e do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, que se filiou ao MDB.
Por outro lado, a sigla buscou recompor sua base com a filiação do deputado federal Fernando Giacobo, além da jornalista Cristina Graeml e do deputado Oziel Luiz de Souza, o Batatinha.
Assim, o PSD tenta equilibrar as perdas com novas incorporações, mantendo sua capilaridade política no Estado.
Partidos médios atuam como zona de transição
A janela partidária também evidenciou o papel estratégico dos partidos médios. O Podemos, por exemplo, recebeu Christiane Yared, mas perdeu Fabio Oliveira, que foi para o Novo, e Denian Couto, que migrou para o PL.
O PP, por sua vez, ganhou Alisson Wandscheer, mas perdeu Paulo Gomes e Marcio Pacheco. Já o Solidariedade recebeu Flávia Francischini e perdeu Wandscheer.
Enquanto isso, o União Brasil foi um dos partidos mais impactados negativamente, com diversas saídas relevantes. Esse cenário reforça a dificuldade dessas siglas em manter quadros diante da força de partidos maiores.
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Movimentos isolados indicam estratégias individuais
Apesar da tendência de concentração em grandes partidos, alguns movimentos chamaram atenção por fugir do padrão dominante. A ida de Fernando Giacobo do PL para o PSD é um exemplo de estratégia específica.
Além disso, a migração de Fabio Oliveira para o Novo também indica rearranjos pontuais. Esses casos mostram que, além da força das siglas, o posicionamento individual ainda exerce papel importante nas decisões políticas.
Consequentemente, a janela partidária de 2026 evidencia não apenas a reorganização das legendas, mas também a intensificação da disputa política no Paraná.





