Paraná aplica 1.152 doses de anticorpo contra VSR

O Paraná já aplicou 1.152 doses do Nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para prevenir infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês prematuros e crianças com comorbidades. A aplicação começou nos primeiros dias de fevereiro em todo o Estado e integra as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à proteção de grupos mais vulneráveis.

O VSR é considerado uma das principais causas de bronquiolite e de internações por doenças respiratórias em crianças pequenas. Por isso, a estratégia busca ampliar a prevenção antes dos períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

A oferta do imunizante no Paraná é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com os municípios. Nesse sentido, o foco da iniciativa está na identificação e proteção de bebês prematuros e de crianças com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

Estratégia envolve maternidades e atenção básica

Além da coordenação estadual, a Sesa atua em conjunto com maternidades e equipes da Atenção Primária à Saúde. Dessa forma, os profissionais conseguem identificar e encaminhar bebês elegíveis para receber o anticorpo.

O trabalho inclui orientação técnica aos municípios, monitoramento da aplicação das doses e apoio na organização da rede de atendimento. Assim, o objetivo é garantir que cada criança receba o medicamento no momento adequado.

De acordo com a Secretaria da Saúde, a estratégia fortalece a prevenção de doenças respiratórias graves em bebês que apresentam maior vulnerabilidade clínica.

Quem pode receber o Nirsevimabe

O Nirsevimabe é indicado para bebês prematuros nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e seis dias, independentemente do peso ao nascer.

Além disso, também podem receber o medicamento crianças de até 24 meses que apresentam comorbidades. Entre as condições consideradas estão cardiopatias congênitas, broncodisplasia pulmonar e imunodeficiências.

Também entram nesse grupo crianças com Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares ou anomalias congênitas das vias aéreas. Nessas situações, o risco de complicações respiratórias costuma ser maior.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a incorporação do medicamento reforça a proteção das crianças antes dos períodos críticos de circulação viral.

“Incorporada ao SUS, a estratégia amplia a proteção das crianças mais vulneráveis e contribui para reduzir casos graves e hospitalizações por vírus respiratórios, principalmente nos períodos mais críticos”, afirma.

Aplicação segue critérios do Ministério da Saúde

A aplicação do medicamento segue critérios técnicos definidos pelo Ministério da Saúde. Para bebês prematuros, a administração ocorre ao longo de todo o ano, preferencialmente ainda no ambiente da maternidade.

Por outro lado, para crianças com comorbidades a aplicação ocorre no período de maior circulação do vírus. Esse intervalo normalmente se estende entre os meses de fevereiro e agosto.

O medicamento é administrado por via intramuscular. Além disso, os profissionais seguem protocolos rigorosos de segurança, armazenamento e registro das doses aplicadas.

Vírus sincicial causa infecções respiratórias em bebês

O Vírus Sincicial Respiratório é um dos principais agentes responsáveis por infecções respiratórias em crianças pequenas, especialmente nos primeiros meses de vida.

Em bebês prematuros ou em crianças com doenças associadas, o vírus pode provocar quadros mais graves. Entre eles estão bronquiolite e pneumonia, que frequentemente levam à hospitalização.

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Vacinação de gestantes reforça proteção contra o vírus

Além da aplicação do Nirsevimabe, o Paraná também conta com um imunizante voltado às mulheres grávidas a partir da 28ª semana de gestação. A vacina é aplicada em dose única e não possui restrição de idade materna.

O objetivo é proteger os recém-nascidos até os seis meses de idade contra bronquiolite e pneumonia. Isso ocorre porque, ao ser vacinada, a gestante transfere anticorpos ao bebê por meio da placenta.

Com essa estratégia, os riscos de infecção grave e de complicações respiratórias nos primeiros meses de vida são reduzidos.

Desde o início da vacinação, em 5 de dezembro de 2025, já foram aplicadas 40.686 doses do imunizante em gestantes no Estado.