Paraná lança fundo de R$ 2 Bi para financiar agronegócio

O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou, hoje, 3 de abril, na B3, em São Paulo, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná), uma iniciativa pioneira no Brasil voltada ao financiamento do agronegócio. Esse é o primeiro instrumento de crédito estadual criado para o setor, com previsão de alavancar cerca de R$ 2 bilhões para impulsionar a expansão de produtores agrícolas em todos os 399 municípios do Paraná, por meio de cooperativas e empresas integradoras.

Como funciona o FIDC Agro Paraná

O FIDC Agro Paraná atua como um “guarda-chuva” que permite a participação de cooperativas e empresas integradoras instaladas no estado. Essas entidades podem criar fundos vinculados para oferecer financiamento facilitado aos seus cooperados e integrados, destinado à compra de máquinas agrícolas, equipamentos, sistemas de irrigação e melhorias logísticas. O objetivo é fortalecer a infraestrutura do agronegócio paranaense, um dos pilares da economia local.

O Governo do Estado aportou inicialmente R$ 150 milhões via Fomento Paraná, instituição responsável pela estruturação do fundo. Além disso, já há R$ 200 milhões adicionais disponíveis para alavancar iniciativas semelhantes, ampliando o acesso ao crédito rural no Paraná.

Alternativa ao Plano Safra

Diferentemente do Plano Safra, que prioriza custeio e comercialização, o FIDC Agro Paraná foca em crédito para investimentos em melhorias e expansão das atividades agrícolas. A iniciativa surge como uma solução para suprir a demanda por financiamento que os recursos federais e outras linhas de crédito rural não conseguem atender, tanto no estado quanto no país.

Potencial Econômico do Paraná

Segundo Ratinho Junior, o fundo aproveita dois diferenciais do Paraná: a força da agroindústria e o modelo cooperativista. “Com mais crédito disponível, queremos incentivar investimentos nas vocações do estado. Já temos quatro cooperativas estruturando seus fundos, e outros setores do agronegócio demonstraram interesse”, afirmou o governador.

O aporte estadual via Fomento Paraná visa equalizar juros, enquanto a gestão do fundo será totalmente privada, conduzida pela Suno Asset. “O setor produtivo decidirá os investimentos, mas o estado estabeleceu regras para priorizar produtos fabricados no Paraná”, destacou Ratinho Junior.

Com a adesão de mais investidores, o governo planeja novos aportes, totalizando R$ 2 bilhões, o que pode gerar até R$ 14 bilhões em investimentos no agronegócio. “Esse volume reflete o potencial de consolidação do projeto”, explicou o governador.

A Fomento Paraná é a principal cotista inicial, limitando-se a 20% dos recursos, enquanto o restante virá de investidores privados e cooperativas. A gestão do fundo ficará a cargo da Suno Asset, que administra mais de R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 500 milhões no agronegócio. “O Paraná é pioneiro ao criar esse modelo, unindo cooperativas, empresas integradoras e uma gestora para atrair capital privado”, afirmou Claudio Stabile, presidente da Fomento Paraná.

Benefícios para Produtores e Economia Local

O foco inicial será em cooperativas e empresas integradoras com estrutura robusta, expandindo-se posteriormente. Os produtores acessarão os recursos em uma segunda etapa, com critérios definidos pela Fomento Paraná e Suno Asset. “É uma nova linha de crédito com juros atrativos, beneficiando tanto produtores quanto cooperativas, que também podem investir no fundo”, disse Stabile.

O regulamento prioriza a compra de produtos fabricados no Paraná, como máquinas e implementos, criando um ciclo de geração de empregos e aumento da arrecadação. “Queremos um impacto econômico virtuoso”, concluiu o presidente da Fomento Paraná.

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