Pesquisa Quaest testa quatro cenários para o Senado do Paraná

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira, 27 de abril, testou quatro cenários para a eleição de senadores pelo Paraná em 2026. Neste ano, cada eleitor votará para eleger dois senadores. O levantamento ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 25 de abril, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-02588/2026.

Cenário 1: disputa com oito candidatos

No primeiro cenário, com oito candidatos apresentados, Alvaro Dias, do MDB, lidera com 16% das intenções de voto. Deltan Dallagnol, do Novo, aparece em segundo com 13%, seguido de Filipe Barros, do PL, Alexandre Curi, dos Republicanos, e Gleisi Hoffmann, do PT, todos com 10%. Cristina Graeml, do PSD, registra 4%, Pedro Lupion, dos Republicanos, 2%, e Luiz Carlos Hauly, do Podemos, 1%. Os indecisos somam 21% e branco, nulo ou quem não vai votar representa 13%.

Cenário 2: disputa com cinco candidatos

No segundo cenário, com cinco candidatos, Alvaro Dias sobe para 19%. Consequentemente, Deltan Dallagnol aparece com 14%, Filipe Barros com 12%, Alexandre Curi com 11% e Gleisi Hoffmann com 10%. Os indecisos somam 20% e branco, nulo ou quem não vai votar representa 14%.

Cenário 3: Alvaro Dias e Deltan lideram com folga

No terceiro cenário, Alvaro Dias alcança 21% e Deltan Dallagnol sobe para 18%. Neste sentido, os dois se destacam dos demais, já que Cristina Graeml aparece com 10%, Pedro Lupion com 4% e Luiz Carlos Hauly com 4%. Os indecisos somam 23% e branco, nulo ou quem não vai votar representa 20%.

Cenário 4: Dias e Deltan seguem na frente

No quarto e último cenário, Alvaro Dias registra 20% e Deltan Dallagnol 17%. Alexandre Curi aparece com 12%, Gleisi Hoffmann com 11% e Roseane Ferreira, do PV, com 3%. Os indecisos somam 21% e branco, nulo ou quem não vai votar representa 16%.

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Diretor da Quaest analisa o cenário para o Senado paranaense

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou o caráter competitivo da disputa pelo Senado no Paraná. “O cenário para o Senado é bastante competitivo. Alvaro Dias tem entre 16% e 21%, Deltan tem entre 13% e 18%. Filipe Barros e Alexandre Curi têm entre 10% e 12%. Gleisi Hoffman tem entre 10% e 11%. E Cristina Graeml tem entre 4% e 10%. Ou seja, todos esses nomes aparecem mais ou menos empatados quando vários candidatos são simulados”, afirmou.

Além disso, Nunes apontou uma tendência ideológica que pode influenciar o resultado. “O que pode fazer a diferença no Senado do Paraná é uma inclinação mais favorável à centro-direita no estado. Só 18% defendem que os senadores do estado sejam ligados a Lula, enquanto 32% defendem um senador ligado a Bolsonaro e 47% preferem alguém independente da polarização”, complementou o diretor.

Gleisi Hoffmann lidera o índice de rejeição no Paraná

A pesquisa também mediu a rejeição de cada candidato entre os eleitores que os conhecem. Gleisi Hoffmann, do PT, registra o maior índice de rejeição, com 58% dos entrevistados afirmando que conhecem e não votariam nela. Na sequência, Alvaro Dias aparece com 37% de rejeição e Alexandre Curi com 27%.

Por outro lado, Roseane Ferreira, do PV, tem o menor índice de rejeição entre os candidatos testados, com 12%, seguida de Deltan Dallagnol, com 14%, e Luiz Carlos Hauly, com 16%. Filipe Barros e Cristina Graeml registram rejeição de 18% cada, e Pedro Lupion aparece com 25%.