Rafael Greca defende gestão regionalizada no Paraná

Rafael Greca

O ex-prefeito de Curitiba e pré-candidato ao Governo do Paraná pelo MDB, Rafael Greca, esteve no Sudoeste do Estado nesta semana para iniciar uma série de visitas regionais voltadas à construção do plano de governo. Durante passagem por Pato Branco, Francisco Beltrão, Dois Vizinhos, Realeza e Palmas, Greca afirmou que pretende criar institutos regionais de planejamento inspirados no modelo do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC).

A entrevista foi realizada na Praça Presidente Vargas, em frente à Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, em Pato Branco, na tarde desta quarta-feira, 27 de maio.

Segundo ele, o objetivo é ouvir lideranças locais, produtores rurais, cooperativas e empresários para desenvolver propostas específicas para cada região do Paraná.

“Eu vim para o Sudoeste para começar a instruir o meu plano de governo. Tenho muito a aprender com o agronegócio, com as cooperativas, com os pequenos e médios agricultores da agricultura familiar e também com o agronegócio de grande escala”, afirmou.

Proposta prevê criação de institutos regionais

Greca explicou que a proposta prevê a criação de 19 Institutos de Planejamento Regional (IPRs), distribuídos conforme as associações regionais de municípios do Paraná.

“A ideia é que cada região tenha uma espécie de IPPUC regional. Queremos construir um planejamento que respeite as características locais e evite concentração de decisões em Curitiba”, declarou.

O pré-candidato também criticou o que chamou de “balcão de negócios” na distribuição de obras e convênios entre os municípios.

“Não pode existir um sistema em que quem apoia o governo ganha obra e quem não apoia fica sem investimentos. O Paraná precisa de planejamento regional e diálogo permanente com os municípios”, disse.

Experiência em Curitiba como referência

Durante a entrevista, Greca citou projetos implantados em Pato Branco durante sua atuação ao lado do ex-governador Jaime Lerner e do ex-prefeito Alceni Guerra.

Segundo ele, estruturas urbanas da cidade tiveram influência de conceitos aplicados pelo IPPUC em Curitiba.

“Muito do IPPUC está aqui em Pato Branco. Eu me lembro de ter vindo desenhar projetos como secretário do Jaime Lerner”, comentou.

Apesar disso, Greca afirmou que não pretende implantar um modelo padronizado no Estado.

“Não imaginem um governo curitibinha. Quero ser governador do Paraná inteiro. Cada região terá um modelo próprio de desenvolvimento”, ressaltou.

Alianças políticas e composição da chapa

O pré-candidato confirmou que o MDB busca ampliar alianças partidárias para as eleições estaduais. Segundo ele, as conversas envolvem diferentes siglas e lideranças políticas.

“Nós vamos conversar com um leque de partidos amigos e buscar o melhor para o Paraná”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de ocupar uma vaga de vice-governador em outra composição, Greca descartou a hipótese.

“Vocês acham que eu tenho cara de vice? Eu acho que não”, respondeu.

Sobre uma possível composição com a deputada federal Luísa Canziani, do União Brasil, Greca afirmou que a definição ainda será construída ao longo das negociações.

“A ideia é buscar um vice do interior. Pode ser uma mulher, pode ser um homem, pode ser um ex-prefeito. Nós vamos procurar o melhor para o Paraná”, declarou.

Greca afirmou que pretende construir o plano de governo a partir da participação popular, nos moldes do programa “Fala Curitiba”, implantado durante sua gestão na Capital.

“A base do meu programa é ouvir a população. Quero fazer um ‘Fala Paraná’, ouvindo as pessoas em todas as regiões do Estado”, disse.

Segundo o pré-candidato, o objetivo é criar um governo municipalista e próximo das demandas regionais.

“Quero construir um projeto que nasça do interior para a capital e que represente todas as regiões do Paraná”, concluiu.