A Reforma Tributária passou a ocupar posição central na agenda das indústrias do Sudoeste do Paraná. Em Pato Branco, o Sindimetal Sudoeste reuniu empresários na Casa da Indústria para a palestra “Reforma Tributária e o fim do ICMS”, ministrada por Gilberto Calixto, presidente do Conselho de Contribuintes e Recursos Fiscais da Receita Estadual.
O encontro teve caráter objetivo e conteúdo direto, com foco nos impactos práticos das mudanças no sistema tributário brasileiro. A principal mensagem apresentada aos participantes foi clara: a transformação é estrutural e exige preparação imediata das empresas para evitar perda de competitividade.
Fim do ICMS e novas exigências para as empresas
Durante a palestra, foi destacado que o fim gradual do ICMS e a substituição por novos tributos sobre o consumo prometem simplificação. No entanto, na prática, o novo modelo exigirá maior controle, gestão financeira e previsibilidade por parte das empresas.
Gilberto Calixto ressaltou os impactos diretos da mudança. “Estamos diante de uma transformação profunda no sistema tributário. A proposta busca simplificar, mas também aumenta a necessidade de controle e organização das empresas. Quem não entender a nova lógica pode ter impacto direto na margem e no caixa. Criamos bases de comparação do Sistema Tributário Nacional e a transição do ICMS para o IBS. Também falamos sobre o Fundo Estratégico do Paraná, uma ferramenta de atratividade interessante que pode representar oportunidades”, afirmou.
Impactos no caixa e na estrutura empresarial
Além das alterações na forma de tributação, a reforma exige revisão completa da estrutura financeira das empresas. Nesse sentido, empresários já começam a avaliar mudanças em precificação, custos e planejamento estratégico.
Outro ponto de atenção apresentado foi o impacto no fluxo de caixa, especialmente durante o período de transição entre o modelo atual e o novo sistema tributário.
Setor industrial precisa se antecipar
O presidente do Sindimetal Sudoeste, Valter Trojan, reforçou a necessidade de antecipação por parte dos industriais. “O industrial precisa se antecipar ao que vem por aí. A Reforma trará grandes desafios, especialmente na necessidade de caixa para alguns pagamentos que passarão a ser antecipados ao Governo. Quem não se organizar financeiramente agora pode enfrentar dificuldades lá na frente”, alertou.
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Preparação passa a ser estratégia competitiva
Diante do novo cenário, a orientação apresentada no evento foi de agir desde já. Empresas mais estruturadas iniciaram revisões internas, simulações de cenários tributários e ajustes nas estratégias comerciais.
Por outro lado, organizações que ainda não se prepararam correm o risco de sofrer impactos diretos na rentabilidade. A mudança deixa de ser apenas técnica e passa a influenciar decisões estratégicas das empresas.
Evento destaca papel do Sindimetal
Ao promover o debate, o Sindimetal Sudoeste reforça sua atuação na qualificação da indústria regional. A entidade levou informações técnicas diretamente aos empresários que estão na linha de frente da economia.
Para o diretor da Hi-Mix Eletrônicos, Celso Satoshi Saito, a iniciativa foi fundamental para preparar o setor. “Em Pato Branco temos incentivos fiscais para as indústrias eletroeletrônicas que, com a Reforma, perderão o benefício e deverão se adequar à nova realidade. Foi o que levou a buscarmos o Gilberto pela base de conhecimento e disponibilidade em contribuir no avanço dos conhecimentos da classe empresarial”, destacou.





