Contrabando de gado na fronteira do Sudoeste com Argentina é discutido na Amsop

Assessoria

Na terça-feira (10), a Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), em conjunto com outras entidades, debateu sobre o aumento de casos de contrabando de gado da Argentina para o Brasil.

A situação preocupa lideranças locais porque pode comprometer a situação do Paraná como área livre de febre aftosa.

Participaram do debate a comissão de Agricultura e Meio Ambiente da Amsop, a Associação das Câmaras Municipais do Sudoeste do Paraná (Acamsop), o Núcleo de Francisco Beltrão da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) e técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

Reunidos os técnicos e gestores abordaram a complexidade desse contrabando de animais, e relataram que, na maior parte dos casos, são feitos por quadrilhas especializadas.

“A Argentina está numa situação econômica e social caóticas, então, eles enxergam o Brasil como uma porta de saída, ainda que ilegal, para essa produção pecuária deles”, afirmou o prefeito de Bom Jesus do Sul, Hélio Surdi, que é membro da comissão de Agricultura e Meio Ambiente da Amsop, e, na reunião, representou o presidente da comissão e prefeito de Vitorino, Marciano Vottri.

Crime de contrabando

A chefe do núcleo de Francisco Beltrão da Seab, Denise Adamchuk, destacou que “não estamos lidando com principiantes, são pessoas que sabem que estão cometendo crime de contrabando, que podem comprometer todos os setores produtivos, com a possibilidade da entrada da doença. Por isso precisamos da parceria e preocupação das entidades e população do sudoeste.”

Importância da guia de trânsito animal

Os técnicos da Adapar ressaltaram a importância para os produtores da Guia de Trânsito Animal (GTA), um documento que controla a origem e destino dos rebanhos, para evitar a proliferação de doenças que possam colocar em risco a produção de carne e leite, bem como, a saúde da população.
“A febre aftosa afeta toda a cadeia produtiva do agronegócio. Uma propriedade contaminada pode gerar medidas restritivas em um raio de até 25km”, explicou a técnica da Adapar, Franciele Degeroni.

Discussão ampliada

Na ocasião, foi definida, ainda, a realização de um próximo encontro, com a presença de prefeitos, secretários de Agricultura e Vigilância Sanitária dos municípios, para discutir o assunto de forma mais ampla.
“A Acamsop também apoia a Amsop nesta iniciativa, para que possamos proteger o agronegócio do Sudoeste, um dos principais pilares da nossa economia”, declarou o presidente da Acamsop, Marcus Braz.

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