O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (19) o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). No Paraná, 21 cursos de Medicina foram avaliados. Desse total, seis alcançaram a nota máxima, conceito 5, enquanto três obtiveram nota 2, a segunda menor da escala, e podem sofrer sanções.
O Enamed é uma avaliação anual aplicada pelo Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O exame tem como objetivo acompanhar regularmente a formação médica no país, assegurando padrões mínimos de qualidade no ensino superior e contribuindo para a proteção da população que será atendida pelos futuros profissionais da área.
Resultado dos cursos de Medicina no Paraná
No Paraná, nenhum curso recebeu conceito 1, a menor nota do Enade. No entanto, três instituições ficaram com conceito 2 e podem ser alvo de medidas administrativas. São elas a Universidade Paranaense (UNIPAR), em Umuarama; o Centro Universitário Ingá (UNINGÁ), em Maringá; e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu.
Outros três cursos ficaram com conceito 3, nove atingiram conceito 4 e seis alcançaram a nota máxima, conceito 5. Entre os destaques, dois cursos com nota 5 estão localizados em Curitiba.
As instituições que obtiveram conceito máximo no Enamed no Paraná foram: Universidade Estadual de Maringá (UEM), em Maringá; Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus Toledo; Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em Ponta Grossa; Universidade Positivo (UP), em Curitiba; Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava; e Faculdades Pequeno Príncipe (FPP), em Curitiba.
Confira as notas dos cursos de Medicina avaliados
| Instituição de ensino | Município | Conceito Enade |
| Universidade Estadual de Londrina (UEL) | Londrina | 4 |
| Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) | Londrina | 3 |
| Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) | Curitiba | 4 |
| Universidade Estadual de Maringá (UEM) | Maringá | 5 |
| Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) | Curitiba | 4 |
| Universidade Paranaense (UNIPAR) | Umuarama | 2 |
| Universidade Federal do Paraná (UFPR) | Toledo | 5 |
| Universidade Federal do Paraná (UFPR) | Curitiba | 4 |
| Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) | Cascavel | 4 |
| Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) | Francisco Beltrão | 4 |
| Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) | Ponta Grossa | 5 |
| Universidade Positivo (UP) | Curitiba | 5 |
| Centro Universitário Integrado | Campo Mourão | 3 |
| Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) | Guarapuava | 5 |
| Universidade Cesumar (Unicesumar) | Maringá | 4 |
| Centro Universitário Assis Gurgacz (FAG) | Cascavel | 4 |
| Centro Universitário Ingá (UNINGÁ) | Maringá | 2 |
| Afya -Centro Universitário de Pato Branco (UNIDEP) | Pato Branco | 3 |
| Faculdades Pequeno Príncipe (FPP) | Curitiba | 5 |
| Centro Universitário Campo Real | Guarapuava | 4 |
| Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) | Foz do Iguaçu | 2 |
Cursos com nota baixa podem sofrer sanções
Em todo o Brasil, o Enamed avaliou 351 cursos de Medicina. Desse total, 24 obtiveram conceito 1 e outros 83 ficaram com conceito 2. As instituições que receberam as duas menores notas estão sujeitas a punições.
De acordo com as regras do MEC, cursos com conceito 2 podem sofrer redução no número de vagas para ingresso de novos estudantes. Já aqueles com conceito 1 podem ter suspensão total de novas matrículas. No entanto, ainda não foi divulgado quais instituições sofrerão sanções específicas nem quais medidas serão aplicadas a cada uma.
O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que, das 107 instituições reprovadas no país, apenas 99 estarão sujeitas a punições, já que faculdades estaduais e municipais não são geridas diretamente pelo ministério.
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Prazo para defesa das instituições
As instituições de ensino superior que obtiveram conceitos baixos ainda terão prazo para apresentar defesa junto ao MEC. Segundo o ministro, o objetivo principal das medidas não é apenas punir, mas estimular a melhoria da qualidade do ensino médico no Brasil, garantindo que as universidades aprimorem seus cursos e ofereçam formação adequada aos futuros profissionais da saúde.





