Sudoeste do Paraná é finalista do Prêmio Nacional de Inovação

O ecossistema de inovação do Sudoeste do Paraná está entre os finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI), uma das principais premiações do país voltadas ao reconhecimento de iniciativas inovadoras. A final ocorre no dia 26 de março, em São Paulo, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, que reunirá empresas, pesquisadores e ambientes de inovação de diversas regiões do Brasil.

Além do Sudoeste do Paraná, também representam o Estado na premiação os ecossistemas do Norte Pioneiro, na categoria pequeno porte, e o Estação 43, de Londrina, na categoria grande porte. Ao todo, 59 nomes de diferentes estados disputam a premiação nacional.

Ecossistemas paranaenses concorrem na categoria inovação

Os ecossistemas paranaenses disputam a final na categoria Ecossistemas de Inovação. Eles concorrem com iniciativas de outros estados, como Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Minas Gerais.

Segundo o presidente do Sistema Regional de Inovação do Sudoeste do Paraná (SRI), Marcelo Rogério da Silva, a indicação entre os finalistas demonstra o impacto do trabalho coletivo desenvolvido na região.

“Ao longo de 2025 promovemos diversas ações com um objetivo comum: transformar a inovação em um motor de desenvolvimento regional. O projeto inscrito apresenta justamente esse modelo de articulação do ecossistema, mostrando como diferentes instituições trabalham juntas para gerar oportunidades e novos negócios. O foco é criar conexões, apoiar iniciativas inovadoras e estimular uma cultura de inovação cada vez mais forte no sudoeste do Paraná”, afirmou Marcelo.

O gerente da Regional Sul do Sebrae/PR, Cesar Giovani Colini, também destacou que a presença entre os finalistas reforça o trabalho conjunto realizado pelas instituições que integram o ecossistema regional.

“Este resultado demonstra que estamos unidos, fortes e determinados a avançar cada vez mais rumo a um ecossistema de inovação mais desenvolvido. Nada disso acontece sozinho, mas sim graças à união de esforços e com a participação de todos os atores do ecossistema”, ressaltou Colini.

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Estação 43 e Norte Pioneiro também representam o Paraná

Além do Sudoeste do Paraná, o Estado também conta com representantes importantes na final do PNI. De Londrina, o Estação 43 disputa na categoria de grande porte, enquanto o Sistema Regional de Inovação (SRI) do Norte Pioneiro concorre entre os ecossistemas de pequeno porte.

O presidente do Estação 43, Lúcio Kamiji, afirma que o ambiente de inovação possui uma estrutura colaborativa composta por governanças setoriais interligadas.

“O Estação 43 tem uma modelagem única. Somos organizados em 12 governanças com atuações setoriais e independentes, mas que também são conectadas e colaborativas. São mais de 350 pessoas que trabalham e discutem a inovação diariamente. Não tenho dúvidas de que atingimos um nível de maturidade que nos coloca em condição de competir com ecossistemas de capitais que são referência em inovação no País”, pontuou Kamiji.

Já o presidente do SRI do Norte Pioneiro Paranaense, Leandro de Azevedo Lima, lembrou que a região já foi vencedora do prêmio em 2022, na categoria de ecossistemas em estágio inicial.

Segundo ele, o diferencial do ecossistema está na integração de mais de 50 instituições que atuam de forma conjunta no desenvolvimento regional.

“Quando falamos de inovação na região, falamos não apenas em base tecnológica, mas também em desenvolvimento humano, econômico e agrícola. Se hoje estamos entre os ecossistemas de referência do Brasil e entre os melhores IDHs do estado, isso é fruto de um trabalho norteado pelo Sebrae/PR para o desenvolvimento do Norte Pioneiro”, afirmou.

Empresa do Oeste também está entre as finalistas

Além dos ecossistemas paranaenses, o Estado também é representado por um pequeno negócio inovador do Oeste do Paraná. Na categoria Recursos Renováveis – Pequenos Negócios, está entre os finalistas a empresa Nilo By Lysis, da pesquisadora Ana Maria Silva, de Marechal Cândido Rondon.

A iniciativa surgiu a partir de uma experiência pessoal da pesquisadora. Doutora em Desenvolvimento Rural Sustentável, mestre em Biotecnologia Marinha e engenheira de Pesca, Ana Maria buscou uma alternativa nutritiva quando sua filha enfrentava dificuldades para se alimentar durante o tratamento contra o câncer.

“Tudo começou quando minha filha teve câncer de mama gestacional. Ela comia sorvete para amenizar a dor, mas não conseguia ingerir outros alimentos. Quando a Nilo By Lysis surgiu, precisamos de muito apoio para chegar onde chegamos. O Sebrae foi fundamental e é até hoje”, contou.

A partir dessa experiência, a pesquisadora desenvolveu sorvetes à base de proteínas de tilápia e frango, criando uma alternativa nutritiva e inovadora. Com o crescimento da empresa, o portfólio foi ampliado e atualmente inclui sopas, caldinhos, barrinhas de cereais, iogurtes e queijos produzidos com proteína de tilápia.

Hoje, a Nilo By Lysis conta com cerca de 30 colaboradores terceirizados e vem consolidando sua presença no mercado com produtos voltados à nutrição saudável. Para a pesquisadora, a indicação ao prêmio representa o reconhecimento de anos de estudo e dedicação.

“O objetivo é continuar crescendo e inovando sempre para conseguir desenvolver mais produtos e dar uma nutrição saudável e adequada para quem necessita em todo o Brasil”, destacou Ana Maria.

Prêmio Nacional de Inovação reconhece soluções inovadoras

O Prêmio Nacional de Inovação reconhece soluções inovadoras e reforça o papel da inovação na competitividade das empresas e no desenvolvimento do país. A iniciativa destaca projetos que contribuem para o avanço da produtividade, da tecnologia e da transformação econômica no Brasil.

A premiação conta com sete modalidades: Descarbonização Recursos Renováveis, Digitalização de Negócios, Inteligência Artificial para Produtividade e Lei do Bem para pequenas, médias e grandes empresas. Também fazem parte da premiação as categorias Ecossistemas de Inovação, divididas por porte, e Pesquisador Empreendedor.

Ao longo de oito edições, o prêmio já contabilizou mais de 16,5 mil inscritos e reconheceu 113 vencedores em todo o Brasil. Além do troféu e do certificado, os finalistas recebem visibilidade nacional e participam do Congresso de Inovação da Indústria.

Além dos ecossistemas e da empresa de Marechal Cândido Rondon, o Paraná também conta com as empresas TecnoSpeed e Protium entre as finalistas na categoria de médias empresas.