A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) encerrou o pregão desta segunda-feira (27) em alta, impulsionada pela queda na curva de juros futuros e pelo bom desempenho das ações cíclicas. O Ibovespa subiu 1,97%, fechando em 124.861,50 pontos, enquanto o Ibovespa futuro com vencimento em fevereiro avançou 2,04%, atingindo 125.620 pontos.
Entre os destaques positivos do dia, Magazine Luiza (MGLU3), Minerva (BEEF3) e Assaí (ASAI3) registraram altas expressivas, com avanços de 10,04%, 9,90% e 7,64%, respectivamente. Já na ponta negativa, Weg (WEGE3) teve a maior queda, de 7,87%, seguida por Embraer (EMBR3), que recuou 2,96%, e RaiaDrogasil (RADL3), com queda de 0,38%.
O índice Small Caps também apresentou forte valorização, subindo 2,89%, refletindo o otimismo com a redução nos juros.
Juros Futuros e Impactos no Mercado
A queda nas taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) foi um dos principais fatores que impulsionaram o mercado. Por volta das 16h50, as taxas apresentavam os seguintes movimentos:
- DI para janeiro de 2026: 15,135% (de 15,140% no ajuste anterior).
- DI para janeiro de 2027: 15,335% (de 15,375%).
- DI para janeiro de 2028: 15,180% (de 15,240%).
- DI para janeiro de 2029: 15,080% (de 15,150%).
Segundo Alexsandro Nishimura, diretor da Nomos, a queda nos juros futuros favoreceu as ações de setores cíclicos, como varejo e consumo, que apresentaram forte alta no dia.
Destaques Internacionais
Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam de forma mista. O Dow Jones avançou 0,65%, atingindo 44.713,58 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 1,45%, para 6.012,28 pontos, e a Nasdaq 100 teve queda acentuada de 3,07%, fechando em 19.341,8 pontos.
O desempenho negativo foi impulsionado pelo impacto da startup chinesa DeepSeek, cuja inteligência artificial abalou a confiança no setor de tecnologia norte-americano, afetando principalmente ações da Nvidia e de outras gigantes do setor.
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Dólar Fecha em Queda
O dólar comercial encerrou o dia em leve queda de 0,08%, cotado a R$ 5,9123. A agenda econômica esvaziada contribuiu para a estabilidade no mercado de câmbio.
De acordo com Vanei Nagem, sócio da Pronto! Invest, a divisa estadunidense pode romper o patamar de R$ 5,90 nos próximos dias, refletindo declarações moderadas de Donald Trump sobre tarifas de importação.
Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, destacou que a apreciação do real também reflete a pesquisa Quaest, que mostrou aumento na rejeição ao presidente Lula (49%), sinalizando um possível enfraquecimento de sua candidatura em 2026.
Perspectivas para o Mercado
O foco agora está na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira (29). Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, a expectativa é de que o Banco Central mantenha um discurso firme, com possíveis ajustes nos juros no futuro.
Além disso, os investidores estarão atentos a importantes indicadores econômicos ao longo da semana, como dados de inflação, atividade econômica e decisões de política monetária nos Estados Unidos.
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