Ana Luiza, nascida na segunda-feira (31 de março de 2025), recebeu sua primeira marca antes mesmo de conhecer o lar: a vacina BCG, administrada nesta terça-feira (1º) no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. A imunização, que protege contra formas graves da tuberculose, deixa uma pequena cicatriz no braço direito e faz parte de uma estratégia da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) para vacinar bebês nas primeiras horas de vida em maternidades de alto risco.
A iniciativa abrange unidades que atendem partos e recém-nascidos de maior complexidade. Além do Hospital do Trabalhador, outras 26 maternidades de alto risco no estado já adotam o protocolo. “Queremos ampliar essa estratégia para aumentar a cobertura vacinal e proteger os bebês contra a tuberculose desde o nascimento”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
Tuberculose no Paraná e Benefícios da Vacinação Precoce
A tuberculose segue como um desafio de saúde pública no Paraná. Em 2023, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registrou 2.704 novos casos, com uma incidência de 23,6 casos por 100 mil habitantes. A vacinação precoce visa reduzir esses números, oferecendo proteção imediata contra as formas graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea.
Guilherme Fantin, pai de Ana Luiza, destacou os benefícios: “Essa ação previne desde os primeiros dias e evita que a mãe puérpera precise ir a um posto de saúde logo após o parto, reduzindo a exposição.” Thayla, sua esposa, complementou que a imunização na maternidade traz praticidade e segurança.
Sophia, também nascida há um dia no mesmo hospital, já está imunizada. Sua mãe, Gisele Adriane Wapenik Goulart Calado, elogiou a iniciativa: “É um compromisso com os bebês. Após uma cesárea, ainda estou em recuperação, e esse atendimento agiliza o cuidado essencial.” Gisele, agora mãe de três filhos, aproveitou o parto para realizar uma laqueadura, procedimento disponível pelo SUS e que dobrou em número no Paraná após a Lei Federal nº 14.443/2022.
Protocolo de Vacinação nas Maternidades
O diretor-superintendente do Complexo Hospitalar do Trabalhador, Guilherme Graziani, detalhou o processo de implementação: “Realizamos treinamentos com a Vigilância Sanitária para adequar a aplicação da vacina da BCG, desde o armazenamento até o manejo de possíveis efeitos adversos, integrando tudo à Linha de Cuidado.” A capacitação garante a segurança e a eficácia da imunização no ambiente hospitalar.
Atualmente, 27 maternidades paranaenses aplicam a vacina da BCG. Confira algumas delas:
– Hospital do Trabalhador – Curitiba
– Hospital Santa Casa de Misericórdia – Campo Mourão
– Hospital Universitário Regional de Maringá – Maringá
– Santa Casa de Maringá Hospital e Maternidade Maria Auxiliadora – Maringá
– HNSG Hospital Providência Materno Infantil – Apucarana
– Santa Casa de Cornélio Procópio – Cornélio Procópio
– Hospital Regional do Litoral – Paranaguá
– Hospital e Maternidade Municipal de São José dos Pinhais – São José dos Pinhais
– Hospital do Rocio – Campo Largo
– Instituto Virmond – Guarapuava
– Hospital de Caridade São Vicente de Paulo – Guarapuava
– Associação de Proteção à Maternidade e à Infância – União da Vitória
– São Lucas Hospital – Pato Branco
– Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecoits – Francisco Beltrão
– Santa Casa de Paranavaí – Paranavaí
– Hospital Municipal de Guaratuba – Guaratuba
– Hospital Municipal de Araucária – Araucária
– Hospital Maternidade Alto Macaranã – Colombo
– Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais – Ponta Grossa
– Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa – Ponta Grossa
– Hospital Ministro Costa Cavalcanti – Foz do Iguaçu
– Hospital Universitário do Oeste do Paraná – Cascavel
– Hospital de Ensino São Lucas – Cascavel
– Maternidade Municipal Lucilla Ballallai – Londrina
– Santa Casa Misericórdia de Jacarezinho – Jacarezinho
– Hoesp – Toledo
– Hospital Dr Campagnolo – Toledo
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