O setor de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Francisco Beltrão realizou a Operação Face Oculta nesta semana, atendendo denúncias na ouvidoria municipal. A ação fiscalizou sete estabelecimentos – cinco clínicas de estética, uma casa de bronzeamento, um petshop e uma academia – para verificar equipamentos de bronzeamento artificial proibidos no Brasil e uso de produtos de origem duvidosa em procedimentos invasivos.
Dalva Colling, responsável, confirmou cinco câmaras encontradas em quatro locais, todas lacradas, com notificação aos proprietários e abertura de processos administrativos.
Dalva Colling explicou que denúncias motivaram a operação realizada na quinta-feira. “Sete empresas vistoriadas. Em quatro, encontramos cinco câmaras interditadas imediatamente”, relatou. As empresas têm 15 dias para defesa administrativa, com provável exigência de destruição ao final, conforme resolução federal 56 da Anvisa de 2009.
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Anvisa proíbe por riscos cancerígenos comprovados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) veta desde 2009 fabricação, comércio, importação, aluguel e uso de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos. A radiação UV causa câncer de pele, catarata, problemas oculares, envelhecimento precoce e morte de células saudáveis.
A OMS classifica-as como cancerígenas (grupo 1), similar a tabaco e amianto. Pessoas abaixo de 35 anos apresentam 75% mais risco de melanoma. Há liminar do TJ-PR contestando exceção paulista, mas Paraná segue a norma federal, incluindo proibição de lâmpadas UV este ano.
A Vigilância reforça dever de proteger a população. Produtos de origem duvidosa não foram encontrados. Os processos julgarão multas e descarte, priorizando saúde pública em Francisco Beltrão.





