Volta às aulas: planejamento para compra do material escolar

Com a proximidade do início do ano letivo, famílias de todo o Paraná já intensificam a busca pelo material escolar das crianças e adolescentes. Redes públicas e privadas iniciam as aulas de 2026 ainda no mês de fevereiro, o que antecipa as compras e amplia o impacto desses gastos no orçamento doméstico neste começo de ano.

Uma das principais tendências para 2026 é a reutilização de materiais escolares do ano anterior. Pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, aponta que 80% dos pais já reaproveitam itens como cadernos, estojos e pastas, reforçando que a economia passou a ser estratégia central das famílias brasileiras.

Nesse contexto, produtos que permitem maior flexibilidade, como cadernos com folhas removíveis e divisórias reaproveitáveis, ganham espaço, reduzindo a necessidade de compras completas a cada novo ano letivo.

Planejamento antecipado evita gastos excessivos

Para famílias que já comprometeram parte da renda com despesas de fim de ano, a recomendação é priorizar o essencial. Analisar a lista de materiais e identificar quais itens serão usados de imediato e quais podem ser adquiridos ao longo do semestre ajuda a distribuir melhor os gastos.

O planejamento antecipado também evita o uso excessivo do cartão de crédito, reduzindo juros e prevenindo desequilíbrios no orçamento familiar, além de diminuir a ansiedade das crianças durante o período de compras.

Limites ajudam a educar financeiramente as crianças

Estabelecer um teto de gastos com a participação dos filhos transforma a ida à papelaria em uma experiência educativa. A proposta é definir um valor máximo para a compra e permitir que a criança faça escolhas dentro desse limite, aprendendo a equilibrar preferências e necessidades.

De acordo com especialistas, essa prática ensina desde cedo conceitos de custo-benefício e responsabilidade financeira, preparando os jovens para decisões futuras mais conscientes.

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Utilidade e durabilidade devem ser prioridade

Nem sempre o item mais caro representa a melhor escolha. Avaliar a durabilidade e a utilidade do material evita substituições precoces e gastos adicionais ao longo do ano. Itens neutros e funcionais tendem a ter preços mais acessíveis e não sofrem com a sazonalidade das tendências de moda escolar.

Para equilibrar economia e estilo, a recomendação é concentrar investimentos em acessórios criativos, mantendo os itens principais mais básicos e duráveis.

Pagamento à vista e consumo híbrido ajudam a economizar

Outra orientação importante é priorizar pagamentos à vista. Além de oferecer maior controle financeiro, muitas lojas concedem descontos para pagamentos via Pix, débito ou dinheiro, que podem chegar a 10% do valor total da compra.

O especialista também destaca o crescimento do modelo omnichannel, em que o consumidor pesquisa e testa produtos na loja física e finaliza a compra no ambiente digital, aproveitando promoções e melhores condições.