Dois anos de vergonha

É espantoso o atual silêncio da humanidade para realidades que estão pondo fim a muitas formas de vida, é ultrajante vermos líderes políticos pomposos, sorridentes, com seus acenos de faz conta para a população, é uma vergonha monumental o que estamos assistindo todos os dias, isto é, imagens horrendas de bombardeios, mortes, destruição, desalojamento de populações inteiras, um êxodo jamais visto em plena era que era para ser a melhor de todas. Nós estamos falhando em grau, gênero e número com nossos semelhantes, estamos simplesmente deixando o tempo passar, estamos na maioria das vezes envoltos em nosso pequeno e limitado mundinho, esquecendo-se que precisamos do todo para vivermos razoavelmente bem; nossas ideias, nossas concepções ainda se encontram envoltas em mesquinharias e pequenez, não nos tornamos adultos ainda hoje.

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Os dois anos de guerra na Ucrânia deveria ser um motivo de escândalo, mas eis que alguns estão lucrando e muito com toda essa carnificina, alguns grupos que atuam nas sombras desse conflito duplicaram ou triplicaram os seus rendimentos, vendendo para ambos os lados armas e munições em grande escala, no meio disso tudo a população indefesa é obrigada a se refugiar onde der, tenha ou não o que comer, tenha ou não onde dormir; aos senhores da guerra, famigerados como sempre foram, ávidos por lucro às custas da morte de milhares de inocentes, nós repetimos em alto e bom som, vocês são assassinos, mentem de modo escancarado para que o conflito continue, para que o mundo inteiro padeça junto com os ucranianos, de um modo ou de outro, uma crise global provocada deliberadamente, ou seja, uns faturando milhões com mortes e outros no limbo.

A guerra é feita de variantes, ainda mais hoje, um tempo marcadamente tecnológico, onde quase todos se inclinam despreocupadamente para as aparentes benesses técnicas, muitos esquecem rapidamente todas as vidas envolvidas num conflito, a história de um povo é destruída, rancor, ódio e o desejo de vingança se alimentam ainda mais no presente, para que num futuro qualquer haja uma retaliação à altura por parte dos perdedores, já vimos esse filme inúmeras vezes, sabemos que uma guerra sempre deixa rastros, onde quer que as pessoas vão, isso não se apaga de suas consciências. Rússia e Ucrânia, quando vistas pelas lentes nuas e cruas da guerra, a história mostra que essas duas nações já deveriam ter aprendido com todas as catástrofes que nos dois lados aconteceram; jamais uma nação sairá vencedora de uma guerra, pois isso no fundo é uma derrota de todos. 

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Como seria bom se tivéssemos campanhas que promovessem a paz, seria bem mais interessante se as longas, tediosas e pouco eficientes reuniões dos principais líderes mundiais resultassem em algo de bom para todos e não apenas palavras soltas, vazias e desconexas, palavras que em última instância revelam que a nossa política anda muito mal das pernas, que o normal que tanto queremos não é aquele normal com destruição, mortes violentas, destruição do meio ambiente. O novo normal é muito mais, é infinitamente superior ao que se tem agora, isto é, normal é os povos viverem unidos, respeitando-se todas as diferenças que há, normal, não é uma nação embargar a outra só porque o seu regime de governo é oposto ao da maioria e muito mais normal seria que todos os integrantes das Nações Unidas pensassem no bem comum e não só nos seus quintais.

Bioeticamente, esses dois anos de guerra na Ucrânia mostram claramente muitas falências, revelando assim que o futuro não é tão promissor assim como alguns querem nos fazer crer, muito provavelmente essa guerra estúpida será um divisor de águas na história humana, ninguém sabe se para o bem, ou para o mal, as nações todas possuem muitas coisas boas em seu interior, a maioria esmagadora das pessoas não quer a guerra, não quer causar sofrimento a quem quer que seja, por isso o nosso futuro como humanidade está bem diante de nós, em nossas mãos. Por isso faz-se necessário projetos audaciosos, projetos realizáveis aqui e agora; nossa salvação não passa unicamente pela técnica (embora ela seja um componente importante), passa antes de mais nada das nossas cabeças aos nossos corações, uma visão mais acolhedora, humana e simpática.

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