Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão na Operação Ártemis

Operação Ártemis

O Núcleo de Francisco Beltrão do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta quinta-feira (7) a terceira fase da Operação Ártemis. A investigação apura possíveis falsificações de certificados de cursos técnicos e de pós-graduação por clínicas de fonoaudiologia.

A ação contou com apoio do Gaeco de Santa Catarina. Segundo o Ministério Público do Paraná, os documentos falsificados teriam sido utilizados para participação em licitações do Consórcio Intermunicipal de Saúde.

Investigações envolvem atendimentos de crianças com TEA

De acordo com as apurações, o objetivo seria habilitar clínicas para prestação de atendimentos especializados a crianças com Transtorno do Espectro Autista.

Segundo o MPPR, esses contratos oferecem pagamentos mais elevados dentro dos processos licitatórios do Conims.

Mandados foram cumpridos em dois estados

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em residências e clínicas médicas.

As ações ocorreram nos municípios de Quedas do Iguaçu e Vitorino, no Paraná, além de São Lourenço do Oeste, em Santa Catarina.

Justiça bloqueou bens e contratos

Além das buscas, o Juízo Criminal de Pato Branco determinou o sequestro de aproximadamente R$ 300 mil em contas bancárias dos investigados.

A decisão também incluiu o arresto de dois veículos e a suspensão de contratos de atendimento especializado junto ao Conims.

Além disso, as duas principais suspeitas de participação nos ilícitos deverão utilizar tornozeleira eletrônica.

Investigação aponta falsificação de documentos

As investigações tiveram início em 2024 e apontaram suposta falsificação de carimbos, receituários e atestados médicos.

Segundo o Ministério Público, as irregularidades contariam inclusive com a colaboração consciente de um médico proprietário de clínica em Santa Catarina.

Operação segue em andamento

A Operação Ártemis segue em andamento e busca aprofundar a apuração sobre possíveis fraudes envolvendo atendimentos especializados na área da saúde.

O Ministério Público do Paraná ainda não divulgou novas informações sobre eventuais denúncias ou novos desdobramentos da investigação.