A Maratona Internacional do Paraná encerrou neste domingo, 3 de maio, com as provas de 10 km e 42 km entre Guaratuba e Matinhos, reunindo corredores de elite, atletas com deficiência, amadores e o pelotão da inclusão.
Ao longo dos dois dias de competição, cerca de 20 mil atletas participaram do evento, que teve a recém-inaugurada Ponte da Vitória como ponto alto do percurso. A premiação total ultrapassa os R$ 300 mil.
Campeões da maratona de 42 km
Na categoria masculina, o primeiro lugar foi para o pernambucano José Márcio Leão da Silva, com o tempo de 2h19min33s. Ederson Vilela Pereira ficou em segundo com 2h21min17s, e Givaldo Araújo de Sena completou o pódio em terceiro com 2h23min46s.
Na categoria feminina, a amazonense Franciane Moura venceu a prova com o tempo de 2h44min18s. A queniana Viola Jelagat Kosgei ficou em segundo lugar com 2h48min10s, e Marlei Eunice Willers, do Rio Grande do Sul, completou o pódio em terceiro com 2h48min46s.
Os campeões receberam R$ 50 mil cada, além de bônus de R$ 10 mil para o primeiro brasileiro e a primeira brasileira a cruzar a linha de chegada.
Ponte de Guaratuba foi o ponto alto do percurso
Mesmo sob céu fechado, garoa e ventos fortes neste domingo, a passagem pelo vão da Ponte da Vitória foi o momento mais emblemático do trajeto para os corredores. Para Daniele Rodrigues, de 40 anos, moradora de Fazenda Rio Grande, a experiência foi marcante. “O percurso foi lindíssimo, com a orla e a nova ponte. Foi sensacional”, comemorou a atleta.
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Desafios técnicos do percurso de 10 km e da maratona
Nos 10 km, o trajeto contou com duas subidas e duas descidas entre a ida e a volta, além do vento costeiro e da alta umidade. Gustavo Bruisma, de 20 anos, natural de Pato Branco, destacou o desafio das condições climáticas. “O maior desafio, no meu ponto de vista, foi o vento contra em alguns trechos. Quanto às subidas, foram difíceis, mas quem corre na região Sudoeste do Paraná já está acostumado”, brincou o atleta.
Na maratona de 42 km, os corredores enfrentaram duas subidas acentuadas antes e depois da travessia da ponte, com ganho de elevação total de 232 metros. Neste sentido, os trechos planos pelas orlas de Matinhos e Guaratuba permitiram que os atletas se recuperassem e mantivessem o ritmo nos quilômetros decisivos.
Atletas celebram experiência e incentivam novos corredores
Para Daniele Rodrigues, a corrida vai além do desempenho físico. “A corrida é uma cura, uma terapia. Às vezes você acha que não vai dar conta pelo cansaço, mas a sensação ao terminar é sempre boa. Não desista no começo”, finalizou. Gustavo Bruisma, que começou a correr em 2023 e já influenciou familiares a praticar o esporte, também deixou seu incentivo. “Coloque um tênis, intercale corrida e caminhada. Daqui a alguns dias, pode ser você aqui fazendo história”, disse.





