Para controlar variantes, Secretaria solicita ao Ministério doses carimbadas para fronteira

Com Redação

A Secretaria de Estado da Saúde solicitou ao Ministério da Saúde nesta quarta-feira (7) um lote adicional de vacinas para atender as regiões de fronteira com Argentina e Paraguai no Paraná. O pedido foi de cerca de 90 mil doses para acelerar a imunização em Foz do Iguaçu, Barracão, Guaíra e Santo Antônio do Sudoeste.

O ofício assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, foi entregue ao secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Otávio Moreira da Cruz. A reunião foi conduzida pelo diretor-geral da Sesa, Nestor Werner Júnior, e pelo chefe de gabinete, César Neves. O prefeito Chico Brasileiro, de Foz do Iguaçu, também participou do encontro em Brasília.

O pedido leva em consideração o alto fluxo e trânsito de pessoas nas fronteiras, e a possibilidade de entrada de novas variantes do coronavírus. “Levamos este pedido ao Ministério da Saúde na perspectiva de auxiliar na imunização da região de fronteira, justamente pela circulação de pessoas de outros países”, destacou Beto Preto.

Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a ajuizar uma ação civil pública para que a União monte barreiras sanitárias na fronteira entre Brasil e Paraguai, principalmente na Ponte da Amizade. De acordo com o Ministério da Saúde, o assunto das fronteiras deve ganhar um tratamento diferenciado pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 (PNO).

“A Sesa está vigilante ao fluxo da fronteira e por isso mesmo fomos a Brasília para intensificar este trabalho da imunização, que já vem atingindo números expressivos no Paraná”, afirmou o diretor-geral da pasta. “A ideia é tentar o envio de um lote exclusivo para a região, o que não se mistura com a distribuição regional dos lotes que o Paraná recebe do governo federal”.

O pedido é para que as vacinas sejam direcionadas aos quatro municípios já nos próximos dias. “Este pedido é muito importante. O Ministério sinalizou com novas entregas de doses que podem contemplar este cenário”, disse Neves.

Segundo o Ministério da Saúde, o ministro Marcelo Queiroga tem avaliado o assunto internamente com as demandas de vários estados que fazem fronteira com Uruguai, Paraguai, Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. “Vamos solicitar um levantamento deste cinturão sanitário das fronteiras secas para trabalharmos um cronograma de distribuição específico”, disse Cruz. 

Sudoeste

Em junho, o Diário do Sudoeste manteve contato com as secretarias municipais de Saúde dos municípios do Sudoeste que integram a região de fronteira.

Em 21 de junho, Barracão que não só tem fronteira seca com Bernardo de Irigoyen, na Argentina, mas que em muitos locais se funde a Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, não demonstrava articulação para a solicitação de doses extras.

Cledir Busatto, enfermeira da Secretaria de Saúde de Barracão, relatou em junho que além do controle com relação aos estrangeiros, em Barracão existe uma preocupação com a imunização de catarinenses, assim está sendo cobrada a apresentação do Cartão da Família, que são utilizadas pelas equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF).

Segundo Cledir na ocasião a estimativa era de que 5 mil pessoas não tinhasm recebido a primeira dose de imunizante no município.

Com relação a vacinação de argentinos, ela pontuou que, pelo fato da fronteira estar fechada, não existe a procura pelo imunizante, o que difere quanto o assunto é tratamento da covid-19.

Também em junho, dados da Sesa apontavam que Santo Antônio do Sudoeste era o município fronteiriço do Sudoeste que mais havia recebido doses, 6.404 para a primeira aplicação, na ocasiaão.

Ainda no início do segundo semestre de junho, a secretária de Saúde, Grasiela Cristina Giacobbo Nodari, disse ser necessária a solicitação de doses extras para atender a demanda.