A rede estadual do Paraná atingiu a marca de 137 mil matrículas na Educação Profissional e Tecnológica em 2026, um crescimento de 13,6% em relação às 120,6 mil do ano anterior.
Em cinco anos, o número de estudantes matriculados em cursos técnicos mais que dobrou, com aumento de 101% desde 2021, quando a rede estadual registrava cerca de 66 mil alunos na modalidade.
Número de escolas com cursos técnicos cresce 170% em cinco anos
A expansão também se reflete no número de escolas ofertantes. Em 2021, apenas 298 colégios estaduais mantinham cursos técnicos. Neste ano, 805 unidades da rede ofertam a Educação Profissional e Tecnológica, um crescimento de 170% no período. Além disso, o Estado disponibiliza mais de 50 cursos técnicos diferentes em todo o Paraná.
Os mais procurados são Administração, Desenvolvimento de Sistemas, Formação Docente, Agronegócio e Agropecuária. Neste ano, o curso técnico em Inteligência Artificial foi lançado e já registra 1,3 mil matrículas em 45 escolas paranaenses.
Cursos são definidos com base nas demandas regionais do mercado
Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, um dos diferenciais do Paraná é a escolha dos cursos técnicos com base nas demandas do arranjo produtivo de cada região. “Cada curso técnico é pensado para atender as necessidades das diferentes regiões do Paraná por mão de obra especializada. Com uma matriz curricular alinhada às demandas do mercado, os estudantes se sentem mais motivados e engajados na própria formação”, explicou.
Além das demandas regionais, a Educação Profissional e Tecnológica se destaca pela atualização constante dos planos de cursos e pelo investimento em equipamentos e laboratórios modernos. A rede também mantém parcerias com o Senai-PR e o Senac-PR na oferta de algumas formações.
Alunos saem da escola com dois diplomas
Na rede estadual, os cursos técnicos são ofertados de forma subsequente, o chamado Pós-Médio, para quem já concluiu a Educação Básica, ou integrada ao Ensino Médio. Nessa segunda modalidade, os alunos concluem o curso em três ou quatro anos e deixam a escola com duas certificações: o diploma do Ensino Médio e o diploma do curso técnico.
O estudante Eduardo de Queiroz, de 15 anos, cursa Eletromecânica de forma integrada ao Ensino Médio no Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba. Para ele, a dupla certificação amplia as chances no mercado de trabalho. “Quando sair com o diploma do Ensino Médio e mais o diploma do ensino técnico, eu tenho mais chance em uma vaga de emprego”, afirmou.
Estudantes buscam formação técnica para ingressar em tecnologia e mercado de trabalho
Alana da Mata, de 16 anos, aluna do mesmo colégio, escolheu o curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas pelo interesse na área de tecnologia da informação. “O curso vai abrir várias portas para mim, além de beneficiar o meu currículo, porque vou ter dois diplomas. Meu futuro vai ser no ramo de internet, desenvolvimento, programação e tecnologia, então o curso técnico é um grande incentivo”, disse.
Para a diretora do Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba, Dayane Marchiori Marques, a crescente procura pela modalidade está diretamente ligada às demandas do mundo do trabalho. “Daqui, os estudantes saem mais críticos e especializados, com uma formação técnica, e podem ser o que eles quiserem. Isso faz com que o nosso adolescente cresça em cultura e em desenvolvimento emocional, enxergando a educação como um propósito para a vida dele”, afirmou.





