O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta-feira, 29 de abril, a ordem de serviço para a construção do primeiro Ponto Paraná, em Juranda, na região Centro-Oeste.
O projeto cria espaços modernos de apoio aos viajantes nas rodovias estaduais, com foco na valorização da produção local e inspirado nos michi no eki, modelo japonês de estações de estrada que integram serviços, turismo e desenvolvimento regional. O investimento total é de R$ 13,6 milhões.
Como surgiu a ideia e qual é o modelo adotado
“Essa é uma ideia que nós trouxemos do Japão, onde há vários pontos de paradas durante as rodovias, perto das rodovias, onde são vendidos produtos, em especial da agricultura familiar e do artesanato da região. A ideia é fazer com que esse ponto de parada seja um local de qualidade para as pessoas pararem, utilizarem um banheiro, fazer o seu lanche, mas também movimentar a economia local”, afirmou o governador Ratinho Junior.
A iniciativa posiciona o Paraná como potencial pioneiro no Brasil na implantação de estruturas desse tipo. Consequentemente, a proposta vai além de uma simples parada de estrada, integrando turismo, gastronomia, agricultura familiar e artesanato regional em um único espaço.
O que o Ponto Paraná terá em sua estrutura
A estrutura foi planejada para atender tanto turistas quanto moradores da região. O espaço reunirá áreas de desembarque cobertas, recepção, circulação interna, praça de alimentação, mercado, cozinhas, espaços comerciais, área administrativa e escritórios. Além disso, haverá instalações sanitárias completas, acessibilidade com plataforma elevatória e áreas de carga e descarga.
O eixo central do Ponto Paraná será a promoção da economia regional. O espaço será dedicado à comercialização de produtos cadastrados no programa Vocações Regionais Sustentáveis, desenvolvido pela Invest Paraná, agência de captação de negócios do Governo do Estado.
Leia também
Investimento de R$ 13,6 milhões e obras em 14 meses
O projeto em Juranda será viabilizado com aporte de R$ 12,8 milhões do Governo do Paraná, por meio de transferência voluntária, sem necessidade de devolução desde que os recursos sejam aplicados conforme o objeto do convênio. A prefeitura entra com a contrapartida restante. Neste sentido, cabe ao município conduzir a licitação para a contratação da empresa construtora. A previsão é de que as obras sejam concluídas em cerca de 14 meses.
Por que Juranda foi escolhida para a primeira unidade
A escolha levou em conta a localização estratégica do município, situado entre Campo Mourão e Cascavel, em uma rota importante para quem segue em direção a Foz do Iguaçu. O trecho conta com poucas opções estruturadas de parada ao longo do trajeto, o que reforça o potencial do projeto para a região.
“A gente ficou muito feliz e grata. Para Juranda e toda a região, isso representa visibilidade e geração de renda. Vai mudar o perfil econômico da cidade e dar oportunidade para a agroindústria familiar, para os artesãos e para que toda a região apresente seus produtos e seu potencial”, destacou a prefeita Joelma Demeneck.
Projeto pode chegar a mais 23 municípios
Um estudo da Invest Paraná aponta o potencial de implantação de cerca de 23 unidades do Ponto Paraná em diferentes regiões do estado, com base na análise de fluxo nas rodovias e viabilidade econômica. Entre os municípios que já demonstraram interesse está Guarapuava, além de outras cidades que serão definidas conforme a demanda das prefeituras e os estudos técnicos.
“O projeto é modular, então ele pode ser adaptado a diferentes tamanhos e locais. É pensado para quem está passando pelas rodovias, com um ponto estratégico para parada, com restaurante, produtos da região e estrutura adequada para receber os viajantes”, detalhou a superintendente executiva do Paranacidade, Camila Scucato.





