Balanço da vacinação contra a covid-19 tem saldo positivo

Levando em consideração os números do Ministério da Saúde, Pato Branco vacinou 91,38% da população adulta com uma dose, e 51,11% com as duas, ou dose única

Na sexta-feira (17), Pato Branco atingiu o público vacinal de 18 anos, na campanha de imunização contra a covid-19. Com quase oito meses de ações de vacinação, o Município também fez um balanço de como transcorre o processo que seguiu o Plano Nacional de Imunização (PNI), preconizado pelo Ministério da Saúde.

Levando em conta dados estimados pela Sanepar, o Município diz ter atingido 80% da população adulta com a primeira dose, e 40% com a segunda dose ou única.

Contudo, levando em conta os dados do Ministério da Saúde, — que se baseiam nas últimas campanhas de vacinação realizadas no Município, e ainda nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) —, a população adulta em Pato Branco é de 63.436 habitantes, assim, segundo dados da tarde da sexta, no Localiza SUS, a cobertura vacinal é ainda maior, 91,38% para a primeira dose e 51,11% com o esquema vacinal completo com duas doses ou dose única.

Em seu balanço da campanha de vacinação, o prefeito Robson Cantu agradeceu os profissionais da saúde pelo trabalho feito ao longo da pandemia. “Muitos deles [profissionais de saúde] estavam sem vacina, mas estavam na linha de frente”, refletiu o prefeito se dizendo também solidário a todas as famílias que perderam um ente querido para o coronavírus.

“Estamos terminando um ciclo, o da primeira [aplicação da] vacinação”, disse Cantu pedindo a todas as pessoas que ainda não se vacinaram, que procurem a imunização.

Plano Nacional

Desde que foi divulgado pelo Ministério da Saúde, Pato Branco definiu seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI), ou seja, atender os públicos preconizados.

Para a secretária de Saúde, Lilian Brandalise, a população de Pato Branco entendeu a importância de vacinação e assim, procurou os locais de aplicação, conforme os cronogramas foram sendo divulgados.

Um dia após o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga ter anunciado a suspensão da vacinação de adolescentes sem comorbidades, e a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) ter emitido nota afirmando que “aguarda o posicionamento definitivo sobre a aplicação de doses em adolescentes, também em razão da manifestação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que pede parecer da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a liberação dos imunizantes para todos os menores, conforme previsto inicialmente pelo Ministério da Saúde”, Lilian afirmou que a postura do Município será de espera.

“Seguimos rigorosamente as orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, terminando esse ciclo de 18 anos acima. Estávamos aguardando as novas orientações para a vacinação por exemplo da terceira dose para a população idosa e mesmo o início da vacinação dos adolescentes”, comentou a secretária.

Levantamento prévio da coordenação do Programa Municipal de Imunização, aponta que 1.500 adolescentes possuem comorbidades e estão nos cadastros do Sistema Único de Saúde (SUS), entretanto, o número é ainda maior uma vez que não são contabilizados na soma, adolescentes atendidos pela rede privada. Também não há no momento, um levantamento de quantos são os adolescentes de 12 a 17 anos, que devem ser vacinação ao retomar a vacinação.

Antecipação da segunda dose

Como forma de frear a proliferação de variantes do coronavírus estudiosos, defendem a antecipação da aplicação da segunda dose, o que levaria a população concluir o esquema vacinal com agilidade.

Lilian revelou que o tema também vem sendo debatido entre os secretários municipais de Saúde, e que na próxima semana durante reunião em Curitiba, ela acredita que esteja na pauta da Sesa, assim como a vacinação dos adolescentes.

“O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), também já apresentaram as suas posições com relação a faixa etária dos adolescentes”, disse Lilian.

Na manhã da sexta, o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto em entrevista à RPC afirmou que a suspensão da vacinação para os adolescentes “é um dilema que estamos passando. Ao mesmo tempo em que temos um respeito pelo posicionamento do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunização, que estamos defendendo desde o início, temos que manter uma postura de muito respeito com a nossa população.”

Beto Preto lembrou que a vacina da Phizer está aprovada para adolescentes de 12 a 17 anos e que inclusive já existia uma nota técnica para o início da vacinação. “Fomos surpreendidos (…), porém vejo que se trata de assunto da maior importância, tem indicação e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde, vem buscando uma mudança de postura do ministério.”

Gratidão

Na avaliação do trabalho da campanha de vacinação contra a covid-19, esteve presente a enfermeira Eunicia Lourenço, primeira pessoa a ser vacinada em Pato Branco ainda em janeiro.

Ela falou em gratidão por ter sido a primeira pessoa vacinada no município e pontuou “hoje estamos mais descansados, mais tranquilos. Nosso coração está em paz”, disse recordando o início da pandemia e a preensão vivida para o enfrentamento da doença.

A coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Emanoeli Stein, pontuou que “tudo o que está acontecendo hoje, é reflexo de tudo o que foi feito. Conseguimos reduzir a quantidade de pacientes diários infectados pela doença, o número de óbitos.  Represento uma equipe, mas o trabalho é em conjunto.”

O diretor de Vigilância em Saúde, Rodrigo Bertol pontuou que o enfrentamento da pandemia não foi concluído, “ainda temos muito a fazer”, afirmou Bertol falando que mais decisões devem ser tomadas na sequência.

Repescagem

No final da tarde da sexta, a Secretaria de Saúde, divulgou que na segunda-feira (20), estenderá os horários das unidades de saúde Central, Vila Esperança e do drive thru para garantir total cobertura na vacinação.

Segundo a secretaria, qualquer pessoa com 18 anos ou mais que por algum motivo tenha perdido a sua primeira dose, deve ir na ação.