Piso Regional do Paraná é o maior do Brasil

O Piso Regional do Paraná, reconhecido como o maior salário mínimo regional do Brasil, recebeu um novo reajuste. Em 4 de abril de 2025, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou o Decreto 9468, estabelecendo os novos valores salariais. Com um aumento médio de 13%, as quatro faixas salariais agora variam entre R$ 1.984,16 e R$ 2.275,36, alcançando até 50% acima do salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.518 desde março de 2025.

“O Paraná mantém o maior piso regional do país, evidenciando o compromisso do governo estadual e do setor produtivo com a valorização dos trabalhadores paranaenses”, destacou o governador. Ele enfatizou que o estado vive um momento econômico favorável, com crescimento do PIB, a menor taxa de desemprego da história e pleno emprego. “A maior remuneração impulsiona o consumo das famílias, gerando um ciclo positivo na economia”, completou.

Definição do Novo Piso Salarial

Os valores foram definidos pelo Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (Ceter), composto por representantes dos trabalhadores, empregadores e governos estadual e federal. O cálculo considera o reajuste do salário mínimo nacional e a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou 2024 com alta de 3,71%. Caso haja novo ajuste no salário mínimo nacional em 2025, o Ceter poderá revisar os valores do piso regional.

Segundo o secretário estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, “o Paraná possui uma política consolidada de valorização do salário mínimo regional há 14 anos, negociada de forma tripartite”. Ele acrescentou que, além de garantir a melhor remuneração do Brasil, o piso serve como referência para negociações sindicais, influenciando reajustes em diversas categorias.

Faixas Salariais do Piso Regional

O piso paranaense é dividido em quatro grupos, beneficiando trabalhadores sem convenção coletiva ou representação sindical. A negociação segue a Lei Estadual nº 21.350/23, que regula a política de valorização do piso até 2026 e abrange categorias listadas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

  • Faixa 1: Passa de R$ 1.749,02 para R$ 1.984,16 (reajuste de 13,46%), com valor hora de R$ 9,02. Atende trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca (Grupo 6 da CBO).
  • Faixa 2: Aumenta de R$ 1.816,60 para R$ 2.057,59 (13,27%), com R$ 9,35 por hora. Inclui serviços administrativos, reparação, manutenção e vendedores do comércio (Grupos 4, 5 e 9 da CBO).
  • Faixa 3: Vai de R$ 1.877,19 para R$ 2.123,42 (13,13%), com R$ 9,65/hora. Abrange produção de bens e serviços industriais (Grupos 7 e 8 da CBO).
  • Faixa 4: Salta de R$ 2.017,02 para R$ 2.275,36 (12,81%), com R$ 10,34/hora. Destina-se a técnicos de nível médio (Grupo 3 da CBO).

Vigência e Pagamento Retroativo

O reajuste entra em vigor em 1º de janeiro de 2025, com as diferenças salariais pagas retroativamente pelas empresas.

Confira a evolução dos pisos regionais:

  • Faixa 1: De R$ 1.749,02 para R$ 1.984,16 – Grupo 6 da CBO
  • Faixa 2: De R$ 1.816,60 para R$ 2.057,59 – Grupos 4, 5 e 9 da CBO
  • Faixa 3: De R$ 1.877,19 para R$ 2.123,42 – Grupos 7 e 8 da CBO
  • Faixa 4: De R$ 2.017,02 para R$ 2.275,36 – Grupo 3 da CBO

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