Saiba como diferenciar doenças respiratórias

A queda brusca das temperaturas registrada nos últimos dias no Paraná pode provocar aumento nos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) em todo o Estado. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou a importância da prevenção, da vacinação e da identificação correta dos sintomas de doenças respiratórias.

Segundo a pasta, diferenciar gripe, resfriado, Covid-19, rinite alérgica e sinusite é fundamental para garantir o tratamento adequado e evitar agravamentos clínicos.

Vacinação é principal forma de prevenção

O secretário estadual da Saúde, César Neves, destacou que a imunização segue como a principal estratégia para reduzir os impactos das infecções respiratórias durante o período de frio.

“A primeira grande dica é a vacinação. Entendemos que a imunização é uma forma efetiva de evitarmos ou mesmo mitigarmos os efeitos de várias infecções respiratórias, salvaguardando as populações mais vulneráveis”, afirmou.

Além disso, a Sesa orienta que pessoas com sintomas como tosse, febre elevada, coriza e calafrios procurem atendimento médico o quanto antes.

“Em caso de sintomas efetivos, como tosse, coriza, febre elevada ou mesmo calafrios, é fundamental procurar uma unidade de saúde para que o diagnóstico e o tratamento ocorram o quanto antes”, reforçou o secretário.

Em situações mais graves, como febre persistente por mais de três dias, falta de ar, confusão mental ou desidratação, a recomendação é retornar imediatamente à unidade de saúde.

Saiba diferenciar gripe, resfriado e Covid-19

Embora muitas doenças respiratórias apresentem sintomas semelhantes, algumas características ajudam na identificação inicial dos quadros.

Resfriado

O resfriado é causado principalmente por vírus como o rinovírus. Os sintomas costumam ser leves e incluem coriza e dor de garganta.

Além disso, a recuperação geralmente ocorre entre dois e quatro dias. A febre, neste caso, é considerada rara.

Gripe (Influenza)

A gripe é uma infecção respiratória mais intensa. O quadro costuma começar de forma súbita, com febre alta, mal-estar e dores no corpo.

Normalmente, a recuperação leva cerca de sete dias. No entanto, a sensação de fadiga pode permanecer por mais tempo.

Covid-19

A Covid-19 pode variar de quadros leves até casos graves. Entre os sintomas mais comuns estão febre, tosse e fadiga.

Por outro lado, a falta de ar é considerada um sinal de alerta e exige busca imediata por atendimento médico.

Rinite alérgica

A rinite alérgica é uma doença crônica não transmissível. Ela provoca espirros e irritação na garganta após contato com agentes alergênicos, como poeira e mofo.

Diferentemente das infecções virais, a rinite não causa febre.

Sinusite

A sinusite é caracterizada pela inflamação dos seios paranasais, cavidades localizadas próximas ao nariz.

O problema surge quando ocorre interrupção do fluxo de muco nessas regiões. A forma aguda pode provocar febre e dor facial intensa.

Já nos casos crônicos, a tosse e a cacosmia, alteração no olfato, tornam-se mais frequentes.

Ao contrário da gripe, a sinusite costuma causar dor localizada no rosto e congestão nasal intensa.

Campanha contra Influenza segue até o fim de maio

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza continua no Paraná até o fim de maio.

Desde o início da campanha, no final de março, até a primeira dezena de maio, mais de 1,5 milhão de doses da vacina foram aplicadas no Estado.

Desse total, mais de 759 mil doses foram destinadas a idosos acima de 60 anos. Além disso, cerca de 150 mil crianças entre 6 meses e 6 anos também foram imunizadas.

A meta da campanha é atingir 90% dos grupos prioritários, que incluem crianças pequenas, idosos e gestantes.

Atualmente, o Paraná conta com 1.850 salas de vacinação distribuídas nos 399 municípios.

A orientação da Sesa é que a população procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualizar a carteira vacinal antes da intensificação do frio.

Além da vacina contra Influenza e Covid-19, o Estado também disponibiliza imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes a partir da 28ª semana de gestação.

Saúde reforça medidas de higiene

A Secretaria da Saúde também orienta a população a reforçar medidas simples de higiene para reduzir a circulação de vírus respiratórios.

Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, hábitos cotidianos ajudam a evitar a transmissão das doenças.

“A prevenção vai além da vacina, ela passa pela nossa rotina. É fundamental manter os ambientes ventilados, mesmo no frio, e reforçar a higienização das mãos. Se houver sintomas, a etiqueta respiratória e o isolamento temporário são os atos de maior cuidado que podemos ter para proteger quem está ao nosso redor e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde”, afirmou.

Confira medidas para evitar doenças respiratórias

Higiene das mãos

Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel 70%.

Etiqueta respiratória

Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar e utilizar lenços descartáveis.

Ventilação

Manter os ambientes ventilados e arejados, inclusive durante os dias frios.

Cuidados pessoais

Evitar compartilhar talheres e copos, reduzir contato com pessoas com sintomas respiratórios e manter hábitos saudáveis, como boa alimentação e ingestão de líquidos.