A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (14), a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, distribuição, importação e o uso dos produtos em todo o país.
Produtos eram vendidos sem registro no Brasil
Os medicamentos vinham sendo amplamente divulgados na internet como canetas injetáveis à base de GLP-1, conhecidas popularmente como canetas emagrecedoras. No entanto, os produtos não possuem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro na Anvisa.
Dessa forma, a agência classificou os itens como irregulares e determinou sua retirada imediata do mercado. A medida busca evitar riscos à saúde da população.
Anvisa alerta para riscos à saúde
Segundo a Anvisa, por se tratarem de produtos de origem desconhecida, não há garantias sobre composição, eficácia ou segurança. Por isso, o uso é considerado inseguro em qualquer circunstância.
A orientação é que profissionais de saúde e consumidores que identificarem os produtos entrem em contato com a agência ou com a Vigilância Sanitária local. Os canais de atendimento estão disponíveis no portal oficial da Anvisa.
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Agência rejeita novos medicamentos para obesidade
Além da proibição, a Anvisa também rejeitou, nesta segunda-feira (13), o registro de três novos medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. As substâncias são amplamente utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e representa um revés para as farmacêuticas Cipla e Dr. Reddy’s. As empresas buscavam autorização para comercializar alternativas a medicamentos já conhecidos no mercado.
Produtos vetados incluem alternativas a remédios conhecidos
O veto atingiu os produtos Plaobes e Lirahyp, à base de liraglutida, e o Embeltah, com semaglutida. Com isso, a entrada de novos concorrentes no mercado brasileiro é adiada.
Esses medicamentos seriam alternativas a produtos de referência utilizados no país, o que ampliaria a oferta ao consumidor. No entanto, a aprovação depende do cumprimento de critérios técnicos rigorosos.
Exigência de comprovação de qualidade e segurança
Os pedidos foram analisados sob o modelo de desenvolvimento abreviado. Esse processo permite o uso de estudos já realizados com medicamentos originais para acelerar a avaliação regulatória.
Mesmo assim, a Anvisa destacou que esse modelo exige comprovações próprias de qualidade, eficácia e segurança. Caso esses dados não sejam considerados suficientes, o registro é negado.
Dessa forma, as empresas ainda precisarão apresentar novas evidências para obter autorização no Brasil.





