Uma nova vistoria confirmou movimentações de terra em uma área ocupada no bairro Alto São Francisco, em Francisco Beltrão. O terreno permanece interditado por risco iminente de desmoronamento. Apesar da restrição, 46 famílias ainda vivem no local, segundo o setor municipal de Habitação.
Outras 14 famílias já haviam sido realocadas devido à instabilidade do solo. Diante da permanência de moradores, a Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social prepararam um plano de contingência para uma eventual retirada emergencial.
O Município também prevê disponibilizar um abrigo temporário para acolher as famílias caso a situação se agrave. Paralelamente, um levantamento social deverá orientar a análise de alternativas para a realocação definitiva dos moradores.
Vistoria confirma continuidade da movimentação do solo
A Defesa Civil coordenou a inspeção, com participação da Assistência Social, do Departamento de Habitação e de representantes do Poder Legislativo.
Segundo o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Valdeci Priester, os laudos técnicos confirmaram que o terreno continua apresentando movimentações.
“Foram confirmadas novas movimentações de terra, classificando o terreno como área de risco iminente de desmoronamento. Por isso, toda a área está interditada”, afirmou.
Durante a vistoria, as equipes conversaram com os moradores sobre a instabilidade do solo. Além disso, reforçaram as orientações sobre os perigos de permanecer no trecho interditado.
“Conversamos com os moradores e reforçamos as orientações sobre os riscos da permanência no local”, disse Valdeci.
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Plano prevê abrigo em caso de retirada emergencial
O plano de contingência reúne medidas para atender as famílias caso seja necessária uma retirada emergencial. O abrigo temporário ficará preparado para receber os moradores nessa situação.
A medida integra a resposta do Município ao risco identificado na área. Entretanto, o acolhimento temporário é uma providência distinta da busca por uma solução definitiva de moradia.
O setor de Habitação informou que 46 famílias permanecem no terreno, mesmo após a realocação anterior de outras 14.
Levantamento social vai orientar alternativas de moradia
O prefeito Antonio Pedron acompanha o caso e determinou que a Assistência Social realize um levantamento detalhado das famílias que continuam no local.
A partir desse diagnóstico, a equipe técnica deverá avaliar as condições de cada família. O trabalho servirá de base para discutir alternativas de realocação definitiva em uma área segura.
Enquanto o Município analisa essas possibilidades, a interdição permanece. As equipes reforçam a necessidade de atenção aos comunicados da Defesa Civil, especialmente durante períodos de chuva, quando o risco de novos deslizamentos pode aumentar.

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