A Agência Nacional de Transportes Terrestres autorizou testes de um radar de velocidade média em seis trechos de rodovias do Paraná, entre vias federais e estaduais concedidas. O equipamento mede o tempo que o veículo leva para percorrer o trecho entre dois pontos e calcula a velocidade média mantida no caminho.
A autorização partiu da Superintendência de Infraestrutura Rodoviária, ligada à ANTT. A fase de testes terá duração inicial de 180 dias, contados a partir da implantação dos equipamentos e do início efetivo do monitoramento, com possibilidade de prorrogação.
Nesta primeira etapa, o sistema não poderá gerar multas ou autuações. Os dados coletados servirão para avaliar a viabilidade da tecnologia, a confiabilidade das informações, o funcionamento dos equipamentos e o comportamento dos motoristas. A ANTT classifica o projeto como técnico e educativo.
Onde serão instalados os radares no Paraná
No estado, os testes ocorrem em seis vias: PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151.
Os locais escolhidos para a instalação dos equipamentos deverão contar com sinalização informando os motoristas sobre a realização do monitoramento.
Como funciona o sistema de velocidade média
Diferentemente do radar tradicional, que verifica a velocidade em um ponto único da via, o novo modelo usa dois pontos de monitoramento. O veículo é identificado ao passar pelo primeiro equipamento e novamente quando chega ao segundo.
Como a distância entre os dois pontos é conhecida, o sistema calcula quanto tempo o veículo levou para percorrer o trecho e, a partir disso, determina a velocidade média desenvolvida. A tecnologia impede a prática de reduzir a velocidade apenas ao se aproximar do radar e acelerar novamente logo depois.
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Testes ocorrem em mais sete estados
Além do Paraná, o projeto-piloto também será aplicado em rodovias do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Entre os trechos definidos nos demais estados estão a BR-101/ES, a BR-414/GO, a BR-163/MS, além da BR-050/MG, da BR-381/MG, da BR-040/MG e da BR-116/MG, em Minas Gerais. No Rio de Janeiro, o teste inclui a BR-101/RJ, com a Ponte Rio-Niterói, e a BR-116/RJ. No Rio Grande do Sul, o trecho escolhido é a BR-386/RS.
O objetivo final da fase experimental é avaliar uma possível adoção definitiva da tecnologia nas rodovias federais concedidas à iniciativa privada.

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