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Defesa Civil

Chuva deixa 2,1 mil afetados e 80 desabrigados em Beltrão

Relatório preliminar aponta 682 desalojados, mais de 30 pontos com risco de deslizamento e ponte destruída em Barra Bonita após 338,5 milímetros de chuva

alagamento francisco beltrão

As chuvas em Francisco Beltrão afetaram cerca de 2,1 mil pessoas, de 600 famílias, segundo relatório técnico preliminar divulgado nesta quarta-feira (28) pela Defesa Civil. Oitenta pessoas, de 23 famílias, estão em abrigos públicos, e 682, de 195 famílias, estão na casa de parentes ou amigos.

O acumulado chegou a 338,5 milímetros. Segundo o relatório, a chuva concentrada em pouco tempo saturou o solo, superou a capacidade dos sistemas de drenagem e causou danos em áreas urbanas e rurais.

Mais de 30 pontos com risco de deslizamento

A Defesa Civil monitora mais de 30 pontos com risco ou indícios de deslizamento de terra na cidade e no interior. As áreas prioritárias são o Morro da Abadia e o Alto São Francisco, onde mais de 58 famílias moram em casas que passam por inspeções técnicas regulares.

Na Rua Paula Freitas, um deslizamento interditou totalmente a via e atingiu a rede elétrica, deixando centenas de imóveis sem energia. Ninguém ficou ferido. Como o trecho fica em uma Área de Preservação Permanente (APP), a recuperação depende de autorização dos órgãos ambientais.

Ponte destruída e estradas rurais danificadas

No interior, a Defesa Civil estima que as estradas rurais estejam cerca de 30% mais degradadas do que no início de outubro. Os maiores danos estão nas áreas de morro, com erosão e instabilidade de barrancos.

Na comunidade de Barra Bonita, a correnteza do Rio Cotegipe arrastou por inteiro uma ponte de madeira, e a passagem está interrompida.

O relatório também registra olhos d’água brotando no leito de estradas de chão, o chamado borrachudo. Nesses pontos, o solo perde firmeza e cede com o peso dos veículos.

Segundo a Defesa Civil, os trechos com caixas de contenção de água nas laterais tiveram danos bem menores.

Bairros e localidades atingidos

Na área urbana, o levantamento preliminar cita os bairros Marrecas, Alvorada, São Miguel, Cristo Rei, Nossa Senhora Aparecida, Industrial, Luther King, Presidente Kennedy, Miniguaçu, Jardim Seminário, Sadia, Aeroporto, São Francisco e Novo Mundo, além de partes do Centro.

No interior, foram atingidas as localidades de Santa Bárbara, incluindo o condomínio Armandio Hollas, Rio 14, Linha Farroupilha, Linha Furlan e Barra Bonita.

Lixo entope bueiros

As equipes encontraram bueiros e galerias entupidos por lonas, plásticos e garrafas PET. Nos canais dos rios, havia até móveis velhos, o que aumenta o risco de represamento e de novos transbordamentos.

A Defesa Civil pede que os moradores verifiquem os bueiros e as saídas de água perto de casa e, quando for seguro, façam a limpeza preliminar desses pontos.

Levantamento para pedir recursos

A Defesa Civil aguarda os levantamentos das secretarias municipais e dos órgãos estaduais para fechar o diagnóstico dos prejuízos causados pela chuva e registrar os dados no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (Sisdec). A etapa é necessária para formalizar a situação de emergência e buscar recursos públicos para a recuperação.

O relatório é assinado pela prefeita em exercício, Maria de Lourdes Bertani, presidente da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, e pelo coordenador do órgão, Valdeci Priester.

Em caso de emergência, a Defesa Civil atende pelo telefone 199 ou pelos números (46) 3520-2123 e (46) 99133-5169, que também é WhatsApp.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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