Pato Branco foi escolhida como um dos quatro polos da fase piloto do projeto estadual Paraná Cuida Delas, que vai oferecer de graça a crioterapia capilar a mulheres em tratamento contra o câncer. A tecnologia reduz a queda de cabelo causada pela quimioterapia. Irati, Paranaguá e Guarapuava também receberão o equipamento.
Cada polo vai receber um kit completo do sistema de crioterapia capilar Paxman, conhecido como “touca inglesa”. Somados, os quatro kits têm capacidade estimada de até 3.840 atendimentos por ano.
O projeto é da Secretaria Estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e do programa Paraná Competitivo. O investimento total é de R$ 1,35 milhão, pago pela Volkswagen, empresa participante do programa. A articulação do projeto tem apoio da deputada federal Leandre Dal Ponte.
Como funciona a crioterapia capilar
O equipamento resfria o couro cabeludo a temperaturas seguras durante a sessão de quimioterapia. O frio diminui a circulação de sangue no local e reduz a queda de cabelo provocada pelos medicamentos.
Segundo a Semipi, o procedimento ajuda a preservar a autoestima das pacientes e a diminuir os impactos psicossociais da perda de cabelo durante o tratamento.
Por que Pato Branco foi escolhida
As quatro cidades foram definidas por critérios técnicos: a regionalização da Rede de Atenção Oncológica, a capacidade dos hospitais e a necessidade de reduzir o deslocamento das pacientes.
Com a descentralização, mulheres em tratamento no Sudoeste poderão fazer o procedimento sem viajar longas distâncias. Os equipamentos ficarão nos hospitais habilitados em oncologia das regiões contempladas.
Projeto nasceu da experiência da secretária
A iniciativa surgiu da experiência da secretária da Mulher, Mariana Neris. Em 2022, durante o tratamento contra o câncer de mama, ela usou a tecnologia de resfriamento do couro cabeludo e não teve perda de cabelo.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Paraná registra mais de 4,3 mil novos casos de câncer de mama por ano. De acordo com a Semipi, muitas pacientes da rede pública enfrentam vulnerabilidade social e perda de renda por causa do afastamento do trabalho.
Parceiros do projeto
O Lions, que tem acordo de cooperação técnica com a Semipi, será o responsável pela pactuação, compra e doação dos equipamentos.
Também participam a Secretaria da Fazenda (Sefa), a Superintendência da Primeira-Dama do Paraná e os hospitais habilitados em oncologia.
A fase piloto vai acompanhar os resultados para avaliar a iniciativa e embasar uma possível ampliação gradual para outras regiões do Estado.
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