O Paraná celebra o Dia Nacional da Vacinação neste sábado (17) com mais de 1.800 locais de imunização disponíveis à população. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância de atualizar as cadernetas e prevenir doenças como sarampo, poliomielite e influenza. A cobertura vacinal média no Estado está em 90%.
As salas de vacinação estão distribuídas pelas 22 Regionais de Saúde e atendem pessoas de diferentes faixas etárias. A aplicação dos imunizantes previstos no Sistema Único de Saúde (SUS) é gratuita, conforme as indicações do calendário nacional.
A orientação ocorre após a Campanha Nacional de Multivacinação, realizada em agosto. Durante o período da mobilização, o Paraná aplicou 770 mil doses de vacinas. Agora, a prioridade é manter os índices de cobertura e ampliar a proteção de grupos que ainda apresentam esquemas incompletos.
“É importante destacar que a todo momento deve-se atualizar a caderneta de vacinação, sendo essa a melhor estratégia para reduzir o risco de reintrodução de vírus e a circulação de doenças preveníveis, como influenza, sarampo e poliomielite”, explica o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Vacinação contra HPV supera média nacional no Paraná
A imunização de adolescentes está entre as prioridades da Secretaria da Saúde. Nessa faixa etária, a menor frequência às unidades de saúde pode resultar em atrasos na aplicação de doses recomendadas.
Um dos principais pontos de atenção é a vacina contra o papilomavírus humano (HPV), destinada a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos.
No Paraná, a cobertura vacinal alcança 91,06% entre meninas e 87,42% entre meninos. Os resultados superam as médias nacionais de 82,27% e 74,20%, respectivamente.
“Vacinar-se é um compromisso coletivo para conter o avanço de doenças que podem ser evitadas. No Paraná temos um índice de cobertura vacinal acima da média nacional, resultado de um trabalho intenso. A imunização é um ato contínuo de cuidado”, afirma a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.
Sarampo não tem casos confirmados no Estado desde 2020
O Paraná não registra casos confirmados de sarampo desde 2020. Mesmo assim, a Sesa mantém ações de vigilância e prevenção, principalmente diante dos registros de reintrodução do vírus em outras regiões do Brasil.
A atenção está concentrada na vacinação infantil, fundamental para reduzir o risco de circulação da doença.
Até agosto de 2026, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral chegou a 99,88% entre crianças da faixa etária correspondente. Já a segunda dose apresentou cobertura de 86,78%.
O calendário regular prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade.
Para jovens e adultos de até 29 anos, a orientação é manter duas doses comprovadas na caderneta de vacinação. Entre 30 e 59 anos, a recomendação geral é de pelo menos uma dose.
Pneumo 20 passa a atender idosos a partir de 85 anos
Entre as atualizações do Calendário Nacional de Imunização de 2026 está a ampliação da oferta da vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20.
O imunizante, incorporado para ampliar a proteção de bebês e crianças de até cinco anos, também está disponível para pessoas com 85 anos ou mais.
Nessa etapa, a vacinação é destinada aos idosos que ainda não receberam vacina pneumocócica. Para esse público, a recomendação informada pela Sesa é de dose única da Pneumo 20.
Nos demais casos, a indicação depende do histórico vacinal e dos intervalos entre as aplicações anteriores.
Por isso, a Secretaria orienta que os idosos levem a caderneta de vacinação até a unidade de saúde para avaliação individualizada.
Poliomielite terá cinco doses injetáveis até os 4 anos
Outra atualização envolve a imunização contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.
Desde 3 de agosto, o Paraná oferece a segunda dose de reforço para crianças de quatro anos. Com a mudança, o esquema passa a contar com cinco doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), todas administradas por injeção.
A atualização substitui definitivamente a vacina oral, conhecida como gotinha, no esquema de rotina.
As três doses iniciais continuam previstas para os 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço ocorre aos 15 meses, enquanto o segundo passa a ser aplicado aos quatro anos.
Segundo a Sesa, o reforço busca elevar os níveis de anticorpos e fortalecer a memória imunológica da criança antes do ingresso na rotina escolar.
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Paraná capacita profissionais dos 399 municípios
Além das campanhas de vacinação, a Secretaria da Saúde realiza oficinas de Microplanejamento para Atividades de Vacinação de Alta Qualidade (AVAQ).
A iniciativa prepara profissionais para identificar necessidades de cada território, avaliar recursos disponíveis e desenvolver estratégias destinadas às populações mais vulneráveis.
Ao todo, serão realizados nove encontros em diferentes regiões do Paraná, com participação de profissionais dos 399 municípios.
Durante as oficinas, as equipes recebem orientações sobre planejamento de insumos, dimensionamento de recursos humanos e identificação de áreas que precisam de maior atenção.
“Essas oficinas servem para levar a metodologia para que a gente aumente ainda mais nossas coberturas vacinais e sustente esses indicadores”, destaca Virgínia Dobkowski, coordenadora de Imunização da Sesa.
Como atualizar a caderneta de vacinação no Paraná
A população pode procurar uma das mais de 1.800 salas de vacinação distribuídas pelas 22 Regionais de Saúde do Paraná.
Para receber os imunizantes, é necessário apresentar documento de identificação e, preferencialmente, a caderneta de vacinação. A equipe de saúde verifica quais doses estão pendentes e orienta sobre a atualização do esquema.
A vacinação é gratuita pelo Sistema Único de Saúde.
No Paraná, a apresentação do comprovante de vacinação atualizado também é uma exigência legal para matrícula e rematrícula escolar de menores de idade.
Para marcar o Dia Nacional da Vacinação, a Sesa lançou uma campanha publicitária com peças informativas destinadas a crianças, adolescentes, adultos e idosos. O material está sendo divulgado em diferentes plataformas de comunicação para incentivar a manutenção dos esquemas vacinais.

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