Onze colégios agrícolas da rede estadual do Paraná receberam drones para aulas práticas de agricultura de precisão. Cerca de 4,8 mil estudantes terão acesso aos equipamentos, comprados por R$ 1,6 milhão, aproximadamente, pelo programa Paraná Competitivo. O CEEP do Sudoeste do Paraná, em Francisco Beltrão, está entre os contemplados.
Os drones foram adquiridos pelo projeto “Carbono Zero e Rastro Zero: drones para agricultura sustentável e de alta produtividade em colégios agrícolas do Paraná”, implantado em setembro pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR). Cada instituição recebeu um drone de pulverização para uso na fazenda-escola.
Com os drones, os alunos passam a ter aulas de agricultura digital, agricultura de precisão, georreferenciamento, planejamento de voo, automação agrícola e manejo racional de insumos.
Escolas que receberam os drones
- CEEP Newton Freire Maia, em Pinhais;
- CEEP de Agroinovação Prof. Moacir Barbosa Lopes da Silva, em Cascavel;
- CEEP do Sudoeste do Paraná, em Francisco Beltrão;
- CEEPA da Lapa;
- CEEPA de Campo Mourão;
- CEEPA Mohamad Ali Hamzé, em Cambará;
- CEEPA de Cruz Machado;
- CEEPA de São Mateus do Sul;
- CEEPA de Paranavaí;
- CEEPA Manoel Ribas, em Apucarana;
- Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva, em Irati.
A Seed-PR definiu a distribuição com base em critérios técnicos e pedagógicos. Entre eles estão a existência de fazenda-escola em funcionamento, o número de estudantes atendidos, a distribuição regional e a capacidade de uso contínuo dos equipamentos.
Do planejamento do voo à aplicação
Os estudantes vão acompanhar todas as etapas do trabalho com os drones, do planejamento das missões à aplicação localizada de defensivos agrícolas e fertilizantes.
Os equipamentos têm navegação por satélite, controle automático de voo e sensores. Segundo a Seed-PR, a tecnologia dá mais precisão à aplicação, reduz o desperdício de insumos e aumenta a segurança dos operadores.
Os drones serão usados em soja, milho, trigo, feijão e pastagens, de acordo com o calendário produtivo de cada colégio. Os profissionais responsáveis pela operação já foram capacitados em procedimentos técnicos, normas de segurança e boas práticas de uso.
“Com a incorporação dos drones às atividades das fazendas-escola, nossos estudantes têm acesso a tecnologias que já fazem parte da rotina das propriedades rurais mais produtivas do país. Isso torna o aprendizado mais prático, aproxima a formação da realidade do mercado de trabalho e amplia a qualificação dos futuros técnicos em Agropecuária, preparando-os para atender às demandas do agronegócio moderno”, afirmou o coordenador de Colégios Agrícolas da Seed-PR, Renato Gondin.
No CEEPA Manoel Ribas, em Apucarana, o diretor da unidade didático-pedagógica, Júlio César Pedroso, disse que a chegada dos drones amplia as aulas práticas. “O aprendizado deixa de ser apenas teórico e passa a contemplar todas as etapas da agricultura de precisão, fortalecendo a formação técnica e profissional”, declarou.
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Empresas financiaram os equipamentos
Pelo programa Paraná Competitivo, a Audi do Brasil financiou dez drones, e a LongPing High-Tech Biotecnologia pagou por um equipamento.
O programa estadual prevê que parte dos incentivos tributários concedidos a empresas privadas, por meio do Tratamento Tributário Diferenciado (TTD), seja reinvestida em projetos de interesse público.
A proposta foi aprovada pelo Comitê de Reinvestimento de Recursos do Programa Paraná Competitivo (CRPC). O acordo foi formalizado por Termos de Reinvestimento, que definem responsabilidades, fiscalização e prestação de contas.
Segundo a Seed-PR, o nome “Carbono Zero e Rastro Zero” faz referência a práticas agrícolas que reduzem o consumo de insumos, os impactos ambientais e as emissões de carbono.

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