Para 71% da população, recuperação da economia só virá a partir de 2022, diz CNI

O ritmo da vacinação no País e a percepção dos impactos da pandemia da covid-19 na economia aumentam o pessimismo do brasileiro e a maioria da população acredita que uma recuperação econômica só virá a partir do próximo ano. A pesquisa “Os brasileiros, a pandemia e o consumo”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, mostra que 71% das pessoas consideram que a economia levará, pelo menos, um ano para se recuperar. O levantamento aponta ainda um aumento de dez pontos porcentuais no pessimismo do brasileiro em um intervalo de nove meses.

-- 2 Notícia --

Na avaliação da CNI, esse sentimento tem reflexos sobre os hábitos de consumo e foi influenciado pela vacinação no País. De acordo com a pesquisa, 83% dos entrevistados consideram o ritmo da vacinação no Brasil lento e 35% das pessoas que ainda não foram imunizadas não têm expectativa de serem vacinadas este ano.

-- 3 Notícia --

Segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 25 Estados, até segunda-feira, dia 26, 13,96% da população total do País tinha sido vacinada ao menos com a primeira dose do imunizante contra a covid-19, e apenas 6,2% tinham recebido a segunda dose.

-- 4 Notícia --

“Só a imunização em massa da população contra a doença recolocará o Brasil no caminho da retomada da economia, do dinamismo do mercado consumidor e na rota dos investimentos. Mais importante, a rápida execução do Plano Nacional de Imunização – respeitando a ordem dos grupos prioritários – permitirá que a população brasileira possa, enfim, contar com a proteção contra essa doença que tem trazido enorme custo humano para o País e o mundo”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Emprego

Apesar do pessimismo com a recuperação econômica, a pesquisa mostrou um medo menor da população em perder o emprego do que em 2020. Em abril deste ano, 41% dos entrevistados disseram ter um medo grande ou muito grande de perder o emprego. Em julho de 2020, esse porcentual era de 45% e, em maio de 2020, 48%.

A renda, no entanto, diminuiu para 32% dos trabalhadores e 14% disseram que perderam totalmente a renda, nos últimos 12 meses. Para outros 41%, a renda ficou estável e 10% tiveram aumento. Ao serem questionados sobre as expectativas sobre sua renda para os próximos seis meses, 3% acreditam que perderão totalmente, 9% veem redução parcial e 83% consideram que não terão mudanças.

Com relação aos gastos, o levantamento aponta que, diante da crise e da pandemia, 71% afirmam que reduziram os gastos desde o início da pandemia. Os motivos apontados são: 30% perderam parte ou toda renda; 38% se dizem inseguros quanto ao futuro; 27% alegam o fechamento do comércio e; 5% não responderam. A CNI chama atenção para o fato de que cresceu a parcela da população que afirma que a redução de gastos será permanente. Entre os que disseram ter diminuído os gastos, 37% afirmam que o movimento é permanente. Há um ano, esse porcentual era de 29%.

A pesquisa revela também que a maior parcela da população vê necessidade de manutenção de alguns serviços abertos. A abertura do comércio de rua tem o apoio de 61% dos entrevistados. Em julho de 2020, o porcentual era de 49%.

Caiu de 72% para 49%, na comparação entre abril de 2021 e maio do ano passado, o porcentual de pessoas contrárias à abertura de escolas e universidades. Com relação a salões de beleza, 51% não aprovam (ante 57% de julho de 2020). No caso dos shoppings, 57% apoiam o fechamento ante 69% da edição anterior.

A pesquisa foi feita com 2.010 brasileiros, por telefone, entre os dias 16 e 20 de abril. A margem de erro do estudo é de 2 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa teve outras duas rodadas, em maio e julho do ano passado.

-- 5 Notícia --
você pode gostar também

Comentários estão fechados.