O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos “em segurança” nesta terça-feira (27), segundo o advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente Donald Trump. Levy também atribuiu ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a operação que levou o senador ao país.
Não há confirmação oficial da chegada de Flávio aos Estados Unidos nem da participação de Rubio. As informações foram publicadas por Levy na rede social X.
“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, escreveu Levy em publicação feita por volta das 15h20.
Infobae relatou voo a partir da Argentina
Segundo o jornal argentino Infobae, Flávio deixou o Brasil depois de cruzar a fronteira com a Argentina. De lá, teria embarcado em um voo privado da empresa Baires Fly S.A. com destino aos Estados Unidos.
O governo argentino negou, mais cedo, que o senador tenha entrado no país. O porta-voz da Presidência argentina, Fabián Fernández, afirmou à agência Bloomberg que Flávio não esteve em território argentino.
A Polícia Federal (PF) acionou autoridades argentinas para verificar a passagem do senador pela fronteira. Segundo a Jovem Pan, não há registro de saída de Flávio por postos regulares de controle migratório brasileiros.
Moraes proibiu saída do país
Depois do segundo turno das eleições presidenciais, em que Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos passaportes do senador e o proibiu de deixar o Brasil.
Segundo o Metrópoles, a medida foi tomada com base em uma investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas que envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
Nesta terça-feira, a PF cancelou os passaportes comum e diplomático do senador no sistema da corporação, após a decisão de Moraes.
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Senador disse que não pretendia deixar o Brasil
Na segunda-feira (26), em vídeo nas redes sociais, Flávio criticou a decisão do STF e afirmou que não pretendia sair do país.
“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou o senador na ocasião.

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