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Parataekwondo

Gustavo Ruppel disputa Mundial de parataekwondo na Coreia

Atleta de Pato Branco, de 18 anos, é o quinto do ranking mundial até 58 kg e busca vaga nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles

gustavo ruppel

O atleta pato-branquense Gustavo Ruppel, de 18 anos, quinto colocado no ranking mundial do parataekwondo na categoria até 58 kg, disputa em novembro dois torneios na Ásia. Integrante da Seleção Brasileira, ele busca fortalecer as chances de vaga nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028.

O primeiro desafio é o Mundial da modalidade, na Coreia do Sul, de 20 a 22 de novembro. Em seguida, Gustavo disputa o Grand Prix, no dia 27, no Paquistão.

Para a preparação, o atleta deixou Pato Branco e foi treinar em Curitiba. “Com a preparação para esses campeonatos, eu saí de Pato Branco e vim para Curitiba, onde posso treinar com atletas diferentes dos quais já treino lá em Pato Branco. Da capital, vou para a Coreia disputar o Mundial e logo vou para o Paquistão, onde ficarei treinando com a seleção até o início do Grand Prix”, disse.

14 medalhas internacionais

Gustavo foi bicampeão das Paralimpíadas Escolares em 2023. Em 2024, aos 15 anos, conquistou o ouro no Campeonato Pan-Americano. No ano seguinte, venceu o British Open, na Inglaterra.

Em 2026, foi vice-campeão do Grand Prix da Coreia do Sul, na categoria até 58 kg, depois de vencer na semifinal o campeão paralímpico israelense Asaf Yusur. Na carreira, soma 14 medalhas internacionais, cinco delas de ouro.

Do futebol ao taekwondo

A trajetória no taekwondo começou em 2018, quando o mestre Claudionei da Silva viu o garoto jogando futebol e o convidou para praticar a modalidade. Até 2024, Gustavo disputava torneios convencionais, abertos a atletas sem deficiência.

Segundo o atleta, o esporte o ajudou a superar as inseguranças com a deficiência. “Antes do taekwondo, eu tinha muito mais vergonha de não ter um braço, sempre escondia dentro da jaqueta. Hoje, eu não escondo mais a minha deficiência, inclusive aceno com ela. Eu passei a entender que aquilo que me faz falta, faz parte de quem eu sou”, afirmou.

“Desde quando convidei o Gustavo para vir treinar, foi feito um trabalho de base com ele, em que o levamos para competições oficiais. Ele ganhou alguns, perdeu outros, mas sempre acreditamos, aqui na academia, que ele tinha potencial para representar o país em uma Paralimpíada”, disse o mestre Claudionei.

O caminho até Los Angeles 2028

Para garantir a vaga, Gustavo precisa terminar entre os seis melhores do mundo na categoria, o que dá classificação direta. A outra opção é a classificatória continental, que reunirá os melhores atletas das Américas na disputa por duas vagas.

“Estou muito confiante que eu chegarei em 2028 com a vaga paralímpica. Já estive muito mais longe disso e, no passado, parecia algo até inalcançável a classificação, pois quase sempre lutei sem favoritismo, sendo o azarão”, afirmou.

Brasil tem cinco medalhas no taekwondo paralímpico

Desde que o taekwondo entrou nos Jogos Paralímpicos, o Brasil conquistou cinco medalhas. Em Tóquio 2021, Nathan Torquato foi ouro na categoria até 61 kg, Débora Menezes ficou com a prata acima de 58 kg e Silvana Fernandes levou o bronze até 58 kg.

Em Paris 2024, Ana Carolina Moura foi campeã na categoria até 65 kg, e Silvana Fernandes repetiu o bronze, na categoria até 57 kg.

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Rodrigo Bortot

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