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Mercado financeiro

Ibovespa sobe 1,39% e tem semana de alta; dólar a R$ 5,51

Bolsa interrompe sequência de três semanas de perdas com alta dos bancos; dólar sobe com payroll forte nos EUA e cautela fiscal

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O Ibovespa fechou esta sexta-feira (6) em alta de 1,39%, aos 168.498,45 pontos, e encerrou a primeira semana de novembro com ganho de 0,34%, interrompendo uma sequência de três semanas de perdas. O dólar comercial subiu 0,37%, a R$ 5,5087, maior cotação de fechamento desde 30 de dezembro de 2025.

Na sessão, o índice oscilou entre a mínima de 165.910 pontos e a máxima de 169.073 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 23 bilhões, abaixo da média. No ano, a bolsa acumula valorização de 4,58%.

Na semana, o dólar acumulou alta de 1,18%. A moeda subiu depois da divulgação de dados fortes do mercado de trabalho nos Estados Unidos e em meio à cautela com o quadro fiscal brasileiro.

Bancos sobem e Petrobras recua

Os bancos puxaram a alta do índice. O Banco do Brasil avançou 3,88%, o Bradesco PN subiu 3,12%, a R$ 14,20, e o Itaú PN ganhou 1,40%, a R$ 40,53. A Vale teve alta de 2,19%, a R$ 64,04.

Na ponta negativa, a Petrobras PN caiu 1,28%, a R$ 45,36, e a ON recuou 1,10%, a R$ 51,21. O petróleo Brent fechou praticamente estável, a US$ 98,32 o barril, mas acumulou forte queda na semana, com a expectativa de solução diplomática no Oriente Médio após as eleições legislativas nos Estados Unidos.

Entre as maiores altas do Ibovespa estiveram Cosan (+10,80%), C&A (+9,01%), CSN (+8,89%), MRV (+8,54%) e Sabesp (+6,99%). As maiores quedas foram de Natura (-3,36%), Ultrapar (-2,71%), Caixa Seguridade (-2,15%), Prio (-1,72%) e Vivara (-1,49%).

Payroll e balança comercial no radar

Nos Estados Unidos, o relatório de emprego (payroll) mostrou a criação de 165 mil vagas em outubro, bem acima do esperado pelo mercado. A taxa de desemprego recuou para 4,1%. O dado reforçou a percepção de juros altos por mais tempo no país e fortaleceu o dólar.

Em Nova York, os índices fecharam sem direção única, depois do forte tombo de quinta-feira. O Nasdaq subiu 1,09%, aos 24.579,42 pontos, e o S&P 500 avançou 0,31%, aos 7.376,86 pontos. O Dow Jones caiu 0,46%, aos 51.285,73 pontos. Na semana, o Nasdaq perdeu 3,4%, o S&P 500 recuou 2,7% e o Dow Jones, 0,9%.

No Brasil, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,32 bilhões em outubro. As exportações somaram US$ 37,81 bilhões, alta de 20% na comparação anual, e as importações, US$ 28,49 bilhões.

Juros futuros recuam

Os juros futuros fecharam em queda em toda a curva, em movimento de correção depois da disparada que se seguiu às eleições. O DI para janeiro de 2028 recuou para 14,295%. O contrato para janeiro de 2029 passou de 14,729% para 14,665%, e o de janeiro de 2031, de 14,978% para 14,900%.

O mercado segue à espera da definição da nova equipe econômica do governo, do nome para o Ministério da Fazenda e de medidas de ajuste fiscal no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Semana de altos e baixos

O Ibovespa caiu 1,42% na terça-feira (3), subiu 1,23% na quarta-feira (4), recuou 0,82% na quinta-feira (5) e fechou a semana com a alta desta sexta. Não houve pregão na segunda-feira (2), feriado de Finados.

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O que dizem os analistas

Para o head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, Lucas Xavier, a bolsa encontrou um piso. “O próprio índice chegou ao patamar de mínima de 2026 e interrompeu a queda até então”, afirmou.

O estrategista-chefe da Monte Bravo, Rai Chicoli, avalia que os preços começaram a atrair compradores. “Algumas ações começam a ficar um pouco mais baratas e o mercado volta a ser comprador na margem”, disse.

A economista e sócia-advisor da Blue3 Investimentos, Bruna Centeno, afirmou que a bolsa brasileira não acompanhou todo o movimento externo por fatores domésticos. “A bolsa não capturou esse movimento porque, olhando o Brasil, há uma janela de movimentação”, disse.

Nos juros, o especialista de investimentos do research da EQI, João Abdouni, avalia que manter os juros elevados por mais tempo poderia ajudar a levar o IPCA à meta e evitaria um aperto monetário adicional de cerca de 110 pontos-base, hoje precificado na curva de DIs.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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