A indústria da construção emprega cerca de 186 mil trabalhadores com carteira assinada no Paraná e responde por 13,7% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado. Os números foram reunidos pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) a partir de dados oficiais, por ocasião do Dia da Construção, celebrado em 25 de outubro.
O total de empregos formais vem do Novo Caged, com dados de agosto de 2026, e foi levantado pelo Núcleo de Assessoria Econômica da Fiep. Já a participação no PIB industrial tem como base informações de 2024 do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o número de estabelecimentos do setor passou de 26.490, em 2024, para 26.754, em 2025. O acréscimo foi de 264 empresas, o equivalente a cerca de 1%.
Obras movimentam cadeia de fornecedores
Segundo a Fiep, o impacto econômico da construção vai além das empresas e dos empregos diretos do setor. Cada obra mobiliza fornecedores de materiais, máquinas, equipamentos e serviços especializados, da produção de cimento, aço, estruturas metálicas e esquadrias à execução no canteiro.
“A construção tem uma característica muito importante: seus investimentos geram efeitos em diferentes atividades econômicas. Quando uma obra é realizada, ela movimenta fornecedores, indústrias, prestadores de serviços e trabalhadores”, afirmou o coordenador do Conselho Setorial da Indústria da Construção da Fiep, Ricardo Lora.
“Ao mesmo tempo, entrega estruturas essenciais para a população e para o setor produtivo. Por isso, investir na construção é também investir no desenvolvimento do Paraná”, acrescentou.
Da construção civil à infraestrutura
O setor abrange tanto edificações residenciais, comerciais e industriais quanto obras de infraestrutura, como rodovias, pontes, sistemas de saneamento e estruturas logísticas.
A construção civil atende às demandas de moradia, trabalho e serviços. A construção pesada, por sua vez, está ligada à mobilidade, ao transporte de mercadorias e à infraestrutura necessária para novos investimentos. Segundo a federação, essa presença em várias frentes torna a atividade relevante para municípios de todos os portes.
Tecnologia e produtividade são desafios
A Fiep aponta como desafios do setor a incorporação de novas tecnologias, o aperfeiçoamento dos processos produtivos e o uso mais eficiente de materiais e recursos. Entre os caminhos citados estão a industrialização de componentes, a digitalização de projetos e métodos construtivos mais eficientes, com foco em produtividade e sustentabilidade.
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Rota Estratégica 2040 tem 152 diretrizes
Em 2025, a Fiep lançou a Rota Estratégica da Indústria da Construção 2040, por meio do Conselho Setorial da Indústria da Construção e do Observatório Sistema Fiep. O plano reúne 152 diretrizes voltadas a produtividade, digitalização, inovação, sustentabilidade e integração da cadeia produtiva.
A proposta prevê a articulação entre empresas, sindicatos, instituições de ensino, governo e outros agentes para enfrentar problemas estruturais do setor e torná-lo mais competitivo.
“Precisamos olhar para a construção como uma indústria que está em constante transformação. A incorporação de tecnologias, a qualificação dos profissionais e a busca por processos mais eficientes são fundamentais para o futuro do setor. A Rota Estratégica 2040 nos ajuda a estabelecer prioridades e construir uma visão de longo prazo, para que os avanços sejam consistentes e beneficiem toda a cadeia produtiva”, disse Lora.

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