Eleito governador do Paraná no primeiro turno, Sergio Moro (PL) retornou a Brasília e não pretende se licenciar do Senado durante o período de transição para o governo estadual. A informação foi confirmada pela assessoria nesta terça-feira (6), enquanto Moro também trabalha na formação da futura equipe de governo.
Com a permanência de Moro no exercício do mandato, o primeiro suplente, Luis Felipe Cunha (União Brasil), deverá assumir a cadeira apenas quando o senador deixar definitivamente o Congresso para tomar posse como governador. O mandato de Moro no Senado vai até 2031, e Cunha consta oficialmente como primeiro suplente da chapa eleita em 2022.
Moro foi eleito governador no domingo (4), com 3.127.911 votos, equivalentes a 50,10% dos votos válidos.
Moro participa de sessão nesta terça-feira
O governador eleito consta entre os senadores inscritos para a sessão deliberativa do plenário prevista para esta terça-feira, às 14h.
A programação oficial do Senado registra Moro entre os oradores inscritos da sessão deliberativa ordinária desta terça-feira. A sessão foi marcada para as 14h, em formato semipresencial.
A permanência em Brasília ocorre paralelamente à organização da transição no Paraná.
Em nota, a assessoria informou que “o governador eleito Sergio Moro está em Brasília e, paralelamente, trabalha na formação da equipe de transição, que iniciará os trabalhos com toda a agilidade necessária”.
Posse será em 6 de janeiro
A posse dos governadores eleitos em 2026 ocorrerá em 6 de janeiro de 2027.
A mudança foi estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021, que alterou a data de posse dos governadores a partir das eleições de 2026. Até então, a posse ocorria em 1º de janeiro.
Com a saída de Moro para assumir o Palácio Iguaçu, Luis Felipe Cunha deverá ocupar a vaga paranaense no Senado e completar o restante do mandato, previsto até 2031. O próprio Senado registra Cunha como primeiro suplente e Ricardo Guerra como segundo suplente da chapa.
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Transição e segundo turno presidencial
Além da preparação da equipe de transição, a assessoria de Moro informou que outra prioridade política neste momento será a participação na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial.
“Além da transição, também é prioridade de Moro, neste momento, trabalhar pela eleição de Flávio Bolsonaro”, informou a assessoria.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.

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