A Prefeitura de Francisco Beltrão assinou na terça-feira (3) a ordem de serviço da obra de estabilização da encosta do Morro da Abadia, no Bairro Cristo Rei. O investimento é de quase R$ 9 milhões, com recursos do Governo do Estado, e o prazo de execução é de 360 dias.
A obra prevê a implantação de solo grampeado em um trecho de aproximadamente 230 metros de comprimento por 170 metros de altura. Os recursos vêm da Defesa Civil Estadual e da Casa Civil. O prazo de 360 dias é contado a partir da assinatura da ordem de serviço.
A intervenção busca reduzir os riscos de movimentação de terra e desmoronamentos em uma região que preocupa moradores e autoridades há anos. O projeto também pretende proteger as famílias que moram na parte de baixo da encosta.
A assinatura ocorreu na sala de reuniões da Prefeitura, com a presença da prefeita em exercício, Lurdinha Bertani, de representantes da Defesa Civil municipal e estadual, do Corpo de Bombeiros e de secretários municipais.
Quase dois anos de articulação
Segundo Lurdinha, a assinatura é resultado de quase dois anos de trabalho e articulação entre diferentes instituições.
“É uma obra extremamente importante para o nosso município, especialmente para essa região, onde temos uma grande preocupação com os riscos de desmoronamento. Tivemos quase dois anos de trabalho intenso, com o apoio da Defesa Civil Municipal e Estadual. Agora, esperamos resolver essa situação que vem ocorrendo há muitos anos. O objetivo é salvar vidas e evitar tragédias”, afirmou.
A execução será acompanhada por equipes técnicas e pela Defesa Civil. Durante algumas etapas, pode ser necessário retirar famílias de suas casas temporariamente, conforme as condições de segurança. Nesses casos, o Município deve oferecer suporte, com possibilidade de aluguel social ou acolhimento temporário.
Bombeiros acompanham rachaduras na encosta
O comandante do 10º Batalhão de Bombeiros de Francisco Beltrão, tenente-coronel Ivo Fischer, afirmou que a área exige atenção das equipes de emergência há bastante tempo. Segundo ele, os bombeiros acompanharam a encosta em diversas ocasiões, diante de sinais de movimentação do solo e do aumento de rachaduras.
“É difícil dimensionar a relevância e a importância desse evento. É um ponto de extrema preocupação nossa, e já estivemos várias vezes no local. Saber que esse trabalho está sendo encaminhado traz bastante tranquilidade. Não se trata apenas de mitigar o problema, mas de resolver”, disse o comandante.
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Demolição de prédio ainda depende de projeto
Outro ponto de atenção é o prédio localizado na área de risco do Morro da Abadia. O imóvel já foi desocupado e apresenta comprometimento estrutural. A piscina do prédio foi esvaziada de forma preventiva na segunda-feira (2).
O Município recebeu decisão judicial que autoriza a demolição, mas o trabalho exige planejamento técnico específico, por causa da dificuldade de acesso e das características da estrutura.
“Precisamos de um projeto, de maquinário específico e de empresas que tenham experiência nesse tipo de demolição. É um local de difícil acesso, e uma intervenção desse porte pode trazer outras consequências que não queremos. Estamos trabalhando para realizar a demolição de forma correta e segura”, afirmou Lurdinha.
Enquanto isso, a Defesa Civil mantém o monitoramento do Morro da Abadia, principalmente diante da previsão de novas chuvas. A expectativa é que as obras avancem assim que as condições climáticas e técnicas permitirem.

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