Sistema FAEP leva tecnologia e jurados ao Mundial do Queijo

faep mundial de queijo

O Paraná conquistou 41 medalhas no 4º Mundial do Queijo do Brasil, realizado entre 16 e 19 de abril em São Paulo, entre os 198 produtos inscritos pelo estado. Além do desempenho expressivo dos queijos paranaenses, o Sistema FAEP contribuiu diretamente para o evento ao fornecer o sistema digital de avaliação e parte dos jurados, desenvolvidos originalmente para o Prêmio Queijos do Paraná.

Distribuição das medalhas paranaenses no Mundial

Das 41 medalhas conquistadas pelo Paraná, duas foram Super Ouro, 14 Ouro, 10 Prata e 15 Bronze. Além disso, os dois queijos Super Ouro do estado alcançaram posições de destaque no ranking geral da competição. O Bacchus, do Ateliê Lotschental, de Palmeira, ficou em segundo lugar geral. Já o Passionata, da Queijaria Flor da Terra, de Toledo, alcançou a terceira colocação.

“Hoje, o Paraná é um dos principais polos de produção de queijos do país e do mundo, tanto pela qualidade dos produtos quanto pela estrutura técnica e institucional que sustenta esse avanço”, afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Queijeiro paranaense é bicampeão nacional

O desempenho do Paraná também se destacou no 4º Concurso de Melhor Queijeiro do Brasil, realizado dentro da programação do Mundial. Kennidy de Bortoli, do Biopark, em Toledo, conquistou o título de melhor queijeiro do país em 2026, repetindo o resultado obtido em 2024. Consequentemente, o estado confirmou sua posição de referência nacional também na formação de profissionais do setor.

Sistema digital de avaliação nasceu no Paraná

O sistema digital de avaliação utilizado no Mundial do Queijo do Brasil foi criado originalmente para o Prêmio Queijos do Paraná, promovido pelo Sistema FAEP. Diante da eficiência da ferramenta, a tecnologia passou a ser adotada em outros eventos nacionais de produtos lácteos.

O sistema automatiza todo o processo de julgamento, desde a inscrição até a geração dos resultados finais. Além disso, garante o anonimato das amostras por meio de um código de identificação chamado de passaporte, eliminando interferências humanas na consolidação das notas.

“O jurado não sabe de onde vem o produto. Ele avalia aparência, textura, aroma e sabor de forma técnica e imparcial. O sistema automatizado gera o relatório final, sem intervenção humana nos dados. Isso garante isenção, transparência e credibilidade ao processo de avaliação”, explica a técnica do Departamento de Organização e Gestão da Execução do Sistema FAEP, Luciana Shizue Matsuguma.

Leia também
Drones: Produtores do Paraná reduzem custos e ampliam negócios
PNAE abre oportunidade de negócio a produtores rurais do Paraná

Participação amplia aprendizado para o Prêmio Queijos do Paraná

Matheus Victor Cordeiro, técnico do Departamento de Tecnologia da Informação do Sistema FAEP, também integrou a organização do Mundial. Neste sentido, a experiência contribui diretamente para o aprimoramento do sistema nas próximas edições do Prêmio Queijos do Paraná. “Participar de um concurso desse tamanho, com mais jurados e mais produtos, traz aprendizado e permite evoluir o sistema para futuras edições”, afirmou Cordeiro.

Cerca de 30 jurados paranaenses atuaram na avaliação em São Paulo

Além da tecnologia, o Sistema FAEP também contribuiu com capital humano para o Mundial. Cerca de 30 especialistas paranaenses viajaram a São Paulo para atuar no corpo de jurados da competição. Parte desses profissionais passou por capacitações promovidas pela entidade, especialmente voltadas ao Prêmio Queijos do Paraná.

A formação abrangeu aspectos técnicos da análise sensorial e a diversidade de tecnologias de produção, preparando os avaliadores para julgar diferentes tipos de queijo com rigor e padronização. “O sistema automatizado, aliado à formação de jurados, fortalece a credibilidade do Prêmio Queijos do Paraná. Isso faz com que sejamos convidados a participar de eventos dessa magnitude”, afirma Luciana Matsuguma.