O Governo do Paraná decretou situação de emergência hídrica em todo o estado nesta quarta-feira, 29 de abril. O decreto tem validade de 180 dias e foi motivado pela estiagem provocada pela falta de chuvas.
A medida autoriza a Sanepar a adotar ações de contingência para preservar os reservatórios e proíbe o uso de água potável da rede pública para atividades não essenciais.
O que o decreto proíbe e o que autoriza
A partir do decreto, estão proibidos o uso de água potável para lavar calçadas, pátios e veículos, irrigar jardins e gramados e encher piscinas. A prioridade passa a ser o consumo humano e a alimentação de animais. O Instituto Água e Terra também fica autorizado a restringir ou suspender outorgas de uso da água para atividades não essenciais.
Entre as ações que a Sanepar poderá adotar estão o rodízio no abastecimento, campanhas para redução do consumo e reforço no monitoramento da qualidade da água. Neste sentido, a companhia passa a ter respaldo legal para implementar as medidas de forma mais ampla e ágil em todos os municípios atendidos.
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69% dos pontos de captação estão fora da normalidade
De acordo com o governo, 69% dos pontos de captação monitorados no Paraná estão fora da normalidade. Mais da metade está abaixo do nível considerado adequado e outros 16% estão em situação de estiagem. Consequentemente, o cenário justifica a adoção de medidas emergenciais para evitar o agravamento da crise hídrica no estado.





