A Polícia Civil do Paraná (PCPR) passa a contar com uma nova estrutura especializada para o enfrentamento ao crime organizado, operações de alto risco e atividades estratégicas de inteligência. A modernização foi aprovada nesta semana pela Assembleia Legislativa do Paraná por meio da nova Lei Orgânica da instituição.
A legislação cria oficialmente o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), organiza o Departamento de Operações Especiais (DOESP) e estabelece o Departamento de Inteligência Policial (DIP), consolidando três grandes frentes de atuação da corporação.
A nova norma também substitui o antigo Estatuto da Polícia Civil do Paraná, vigente desde 1982.
Nova estrutura amplia combate ao crime organizado
Segundo o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo de Tarso Sanson, a legislação representa um avanço na capacidade operacional e investigativa da PCPR.
“A nova Lei Orgânica organiza a PCPR para enfrentar crimes cada vez mais complexos, com mais especialização, inteligência e capacidade operacional. O Paraná passa a contar com uma estrutura própria para combater organizações criminosas, sem abrir mão da atuação especializada em situações de alto risco”, afirmou.
O delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, destacou que a mudança prepara a instituição para os desafios atuais da segurança pública.
“Essa legislação organiza a Polícia Civil para o presente e para o futuro. Estamos falando de uma estrutura mais eficiente, mais especializada e mais preparada para investigar crimes complexos, apoiar o trabalho dos policiais e entregar melhores resultados à sociedade paranaense”, disse.
DRACO terá foco em organizações criminosas
O DRACO será responsável pela investigação e repressão de organizações criminosas com atuação regional ou interestadual.
A nova estrutura terá foco em crimes praticados por grupos organizados, com divisão de tarefas e atuação articulada em diferentes municípios e estados.
O departamento também concentrará ações de inteligência e investigação qualificada, buscando atingir lideranças criminosas, redes de apoio e estruturas financeiras ligadas ao crime organizado.
DOESP vai coordenar operações especiais
Já o Departamento de Operações Especiais (DOESP) ficará responsável pelas ações táticas da Polícia Civil em ocorrências de alto risco e alta complexidade.
Entre as atribuições estão operações especiais, apoio tático a outras unidades da PCPR, resgate de reféns, investigações de sequestros e ocorrências envolvendo extorsão mediante sequestro.
Com a nova organização, a atuação operacional do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) passa a integrar o DOESP, enquanto a parte investigativa e de inteligência relacionada ao crime organizado será incorporada ao DRACO.
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DIP coordenará inteligência policial
O Departamento de Inteligência Policial (DIP) será responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades de inteligência da Polícia Civil.
O setor atuará na produção e proteção de informações estratégicas, acompanhamento de ameaças e integração do Sistema Estadual de Inteligência da Polícia Civil.
A proposta busca ampliar o uso da inteligência policial no combate ao crime organizado e em investigações complexas.
Lei também moderniza áreas administrativas e tecnológicas
Além da criação dos novos departamentos, a Lei Orgânica reorganiza áreas administrativas, operacionais e técnicas da PCPR.
A legislação fortalece setores ligados à formação e capacitação de policiais civis, tecnologia da informação, inovação, controle interno, identificação humana e gestão de dados.
Também amplia a especialização em investigações relacionadas a crimes patrimoniais, cibernéticos, homicídios, corrupção e proteção de pessoas vulneráveis.
Paraná reforçou efetivo da Polícia Civil desde 2019
Durante a gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior, iniciada em 2019, a Polícia Civil do Paraná recebeu 1.624 novos servidores.
Segundo o Governo do Estado, foram incorporados 1.217 agentes de polícia judiciária, 285 delegados e 122 papiloscopistas.
Com a nova Lei Orgânica, o Estado busca consolidar uma Polícia Civil mais especializada, integrada e preparada para enfrentar crimes complexos e organizações criminosas.





