Paraná lidera o Ideb pelo 3º ano consecutivo

Paraná lidera o Ideb pelo 3º ano consecutivo

Estado superou cinco pontos no ensino médio e liderou nas três etapas avaliadas

Educação Paraná 1º lugar ideb
Paraná registrou a maior nota entre redes públicas no Ideb 2025 nas três etapas avaliadas.
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O Paraná teve a maior nota entre as redes públicas no Ideb 2025 nas três etapas avaliadas. Divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação, o Ideb é o principal indicador de qualidade da educação básica do país.

No Ideb, o Paraná obteve índice de 6,9 nos anos iniciais do ensino fundamental, 5,8 nos anos finais e 5,1 no ensino médio. Foi a única rede estadual a superar cinco pontos nessa etapa.

“Não podemos voltar para trás”, diz Ratinho Junior

O governador Ratinho Junior falou logo após a apresentação dos números. “Nós não podemos voltar para trás. A melhora é a longo prazo, mas a piora é muito rápida na educação. Então é preciso manter esse planejamento e olhar pro futuro”, disse.

Secretário rebate críticas sobre taxa de aprovação

Com o resultado em mãos, o secretário de Educação do estado, Roni Miranda Vieira, rebateu críticas de que redes estaduais estariam inflando o indicador ao elevar a taxa de aprovação sem ganho real de aprendizado. “É uma coisa muito fraca e rasa. Esse tipo de comentário normalmente é choro de quem não tem nada para entregar o resultado do trabalho”, disse à reportagem da Folha de S.Paulo. Segundo ele, esse tipo de crítica costuma partir de haters nas redes sociais e de adversários políticos.

A elevação da taxa de aprovação é uma meta perseguida pelo país há anos. Pesquisas mostram que reprovar o aluno não garante que ele aprenda mais no ano seguinte e ainda eleva o risco de abandono escolar. Por outro lado, especialistas vêm alertando que o crescimento acelerado dessa taxa em algumas redes pode ser artificial, fruto de regras criadas para aprovar mais estudantes e, com isso, inflar indicadores como o Ideb.

Roni Miranda argumenta que o Paraná já havia esgotado sua margem de crescimento pela taxa de aprovação e que o salto no indicador teria vindo, portanto, da nota da prova. Ele também classificou a reprovação escolar como uma forma segregadora que atinge sobretudo estudantes pobres e pretos.

Programa de recomposição das aprendizagens

Para o secretário, o resultado se deve principalmente a um programa de recomposição das aprendizagens, criado em 2025, que passou a oferecer duas aulas semanais extras de português e matemática a alunos do 9º ano e da 3ª série do ensino médio, com foco no conteúdo que eles não aprenderam em anos anteriores, e não no currículo do ano letivo em curso.

“O Brasil tem um currículo muito inchado. A gente quer ensinar tudo, mas não ensina nada no final do dia. O que a gente fez aqui no Paraná foi compactar esse currículo”, afirmou.

Segundo a secretaria, o programa atendeu 251 mil estudantes da rede estadual no primeiro ano. Roni Miranda disse não ter, ainda, os microdados que permitiriam mensurar separadamente o desempenho desse grupo no Saeb.

Mudanças na seleção de professores e monitoramento de faltas

A rede também mudou o critério de escolha dos professores das turmas de recomposição. Em vez do tempo de serviço, passaram a ser selecionados por comissões de diretores e coordenadores pedagógicos, e a secretaria passou a monitorar de perto a frequência dos alunos. Após três faltas consecutivas, a secretaria dispara mensagens em massa pelo WhatsApp às famílias.

Outra frente citada pelo secretário foi a padronização da rede, com a mesma matriz curricular, o mesmo sistema de avaliação trimestral e o mesmo livro didático em todas as escolas do estado, da capital ao interior.

Avanço em matemática

O salto em matemática, com avanço de 10,61 pontos no ensino médio entre 2023 e 2025, foi atribuído por Roni Miranda ao uso de plataformas gamificadas e à inclusão de temas do cotidiano no currículo, como educação financeira e os riscos matemáticos das apostas esportivas online, as chamadas bets.

O secretário, que deixa o cargo ao fim do mandato do governador Ratinho Junior, projeta romper a barreira dos 7,2 pontos nos anos iniciais, dos 6,0 nos anos finais e chegar a 5,4 no ensino médio até a edição de 2027 do Ideb.


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