O Paraná encerrou agosto de 2026 com mais de R$ 27,6 bilhões em disponibilidade líquida de caixa, o terceiro maior valor entre os estados brasileiros. O resultado foi apresentado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) nesta terça-feira (13), durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), sobre as contas do segundo quadrimestre.
O Estado ficou atrás apenas de São Paulo, com R$ 69,5 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 39,5 bilhões. Os valores representam os recursos disponíveis após a dedução de despesas contratadas e obrigações financeiras imediatas, incluindo restos a pagar de exercícios anteriores.
Agência Estadual de Notícias
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Além do saldo em caixa, o Paraná registrou mais de R$ 7,6 bilhões em investimentos empenhados entre janeiro e agosto de 2026. O montante superou os R$ 7,2 bilhões registrados durante todo o ano de 2025, segundo a Sefa.
Paraná tem a terceira maior disponibilidade de caixa do Brasil
O levantamento apresentado na Alep colocou o Paraná entre os três estados com os maiores saldos líquidos de caixa do país.

A disponibilidade de caixa indica a capacidade financeira do Estado para atender compromissos e executar investimentos. O saldo líquido considera as obrigações imediatas já assumidas pelo governo.
O secretário da Fazenda em exercício, Luiz Paulo Budal, atribuiu o resultado ao trabalho de organização das contas públicas.
“Essa terceira posição é reflexo de um longo trabalho que construímos ao longo dos últimos anos para deixar as contas em dia”, afirmou.
Segundo Budal, a disponibilidade financeira contribui para manter o pagamento de servidores e financiar serviços nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública.
Paraná tem recursos superiores à dívida consolidada
A Secretaria da Fazenda também apresentou dados sobre o endividamento estadual.
Segundo o relatório, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) do Paraná corresponde a -0,02% da Receita Corrente Líquida (RCL).
O índice negativo indica que, pelo critério utilizado, as disponibilidades financeiras consideradas no cálculo superam o montante da dívida consolidada.
A condição contribui para a avaliação fiscal do Paraná pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O Estado mantém classificação CAPAG A+, indicador utilizado para avaliar a capacidade de pagamento dos governos.
“Esse é um número importante, porque a liquidez aumenta a credibilidade fiscal do Estado frente à Secretaria do Tesouro Nacional (STN)”, afirmou Budal.
A classificação pode favorecer o acesso a operações de crédito em condições mais vantajosas, conforme os critérios aplicáveis.
Investimentos do Paraná superam R$ 7,6 bilhões em 2026
Entre janeiro e agosto, o governo paranaense empenhou mais de R$ 7,6 bilhões em investimentos, valor que a Sefa apresenta como o maior já registrado pelo Estado.
O resultado supera o montante de R$ 7,2 bilhões informado para todo o ano de 2025.
Na comparação com 2018, quando os investimentos somaram R$ 1,9 bilhão, o crescimento nominal acumulado foi de aproximadamente 300%.
“Em oito meses, investimos mais do que o ano passado inteiro”, declarou Luiz Paulo Budal durante a audiência.
O empenho representa a reserva orçamentária para uma despesa. Portanto, os R$ 7,6 bilhões não correspondem integralmente a valores já pagos ou a obras concluídas.
Investimentos liquidados crescem 142% em um ano
Outro indicador apresentado pela Secretaria da Fazenda foi o volume de investimentos liquidados.
Entre janeiro e agosto de 2026, o Paraná liquidou R$ 5,56 bilhões, contra R$ 2,3 bilhões no mesmo período de 2025.
O crescimento foi de 142%, conforme o balanço estadual.
A liquidação é a etapa em que a administração pública verifica o direito do credor ao recebimento, após a entrega de bens ou a comprovação da execução dos serviços contratados.
Segundo a Sefa, o valor liquidado representa um recorde estadual.
Com esse desempenho, o Paraná aparece na segunda posição nacional em investimentos liquidados nos dois primeiros quadrimestres de 2026, atrás de São Paulo, que registrou R$ 6,36 bilhões.
Entre as áreas que receberam os maiores valores de investimentos liquidados estão Urbanismo, com R$ 1,47 bilhão, e Agricultura, com R$ 1,18 bilhão.
Educação recebe R$ 13,2 bilhões e supera mínimo constitucional
A prestação de contas também apresentou os valores destinados às áreas de Educação e Saúde entre janeiro e agosto de 2026.
Na Educação, o Paraná destinou R$ 13,2 bilhões à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, equivalente a 33,95% da Receita Líquida de Impostos (RLI).
O percentual supera o mínimo de 30% estabelecido pela Constituição Estadual, que acrescenta cinco pontos percentuais ao piso federal de 25%.
Segundo a Fazenda, o montante empenhado ficou R$ 1,5 bilhão acima do mínimo exigido.
Os recursos abrangem despesas relacionadas à remuneração de professores, aquisição e manutenção de equipamentos e construção de escolas.
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Saúde recebe R$ 5,2 bilhões até agosto
Na Saúde, o Paraná destinou R$ 5,2 bilhões durante os dois primeiros quadrimestres de 2026.
O montante corresponde a 13,28% da Receita Líquida de Impostos, acima do percentual mínimo constitucional de 12%.
Na Educação, a aplicação ficou 3,95 pontos percentuais acima do mínimo constitucional. Na Saúde, a diferença foi de 1,28 ponto percentual.
Os percentuais integram os resultados fiscais apresentados pela Secretaria da Fazenda à Assembleia Legislativa.
A prestação de contas do segundo quadrimestre reúne informações sobre a disponibilidade financeira, o endividamento, a execução de investimentos e a aplicação de recursos nas áreas com percentuais mínimos definidos pela legislação.

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