A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio do Núcleo de Investigações Qualificadas (NIQ) da Divisão Policial do Interior (DPI) da 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco, deflagrou na manhã desta terça-feira a “Operação Cobrança Final”.
A ação resultou na prisão preventiva de um influenciador digital e ex-atleta profissional de 25 anos, morador de Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, investigado por supostos crimes de estelionato aplicados em diversos estados do país.
Além da prisão, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão contra outros nove investigados suspeitos de ceder contas bancárias para ocultação e movimentação de valores ilícitos. Os mandados foram executados em Pato Branco, Dois Vizinhos e também em Chapecó, em Santa Catarina.
Golpes teriam atingido vítimas em vários estados
Segundo a PCPR, o investigado atuava principalmente no ambiente digital, o que permitia alcançar vítimas em diferentes regiões do Brasil. Há registros de casos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná, além do Distrito Federal.
De acordo com as investigações, os boletins de ocorrência formalizados já apontam prejuízo superior a R$ 200 mil. No entanto, a polícia acredita que o valor real seja ainda maior devido à subnotificação de casos.
Conforme apurado, empresários, influenciadores e até líderes religiosos teriam deixado de registrar denúncias por receio de exposição pública ou por conta de ameaças feitas pelo suspeito.
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Redes sociais eram usadas para transmitir credibilidade
A investigação aponta que o suspeito utilizava suas redes sociais como ferramenta para conquistar a confiança das vítimas. Somados, os perfis dele ultrapassavam 45 mil seguidores, sendo cerca de 15,7 mil no Instagram e 29,5 mil no TikTok.
No TikTok, algumas publicações chegaram a ultrapassar a marca de 1 milhão de visualizações, segundo a PCPR.
Conforme as autoridades, o investigado ostentava um estilo de vida de luxo e utilizava a própria imagem nas redes para convencer empresários e influenciadores de que possuía conexões com grandes veículos de imprensa e capacidade para conseguir verificações de contas e inserções em mídias nacionais.
A Polícia Civil afirma que essa suposta “autoridade digital” funcionava como mecanismo de “prova social”, fazendo com que as vítimas acreditassem estar negociando com um profissional consolidado e confiável.





