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Setembro supera média de chuva em todas as estações do Simepar

Levantamento aponta recordes em diferentes regiões do Paraná; temperaturas médias ficaram dentro ou abaixo do padrão histórico

lavoura chuva

A chuva no Paraná em setembro de 2026 ultrapassou a média histórica em todas as estações meteorológicas do Simepar. O balanço aponta recordes em diferentes regiões, incluindo o distrito de Horizonte, em Palmas, e Cruzeiro do Iguaçu. O mês também teve dois tornados identificados pelo instituto.

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, a influência do El Niño favoreceu maior disponibilidade de calor e umidade na atmosfera. A passagem mais frequente e intensa de frentes frias contribuiu para os acumulados elevados.

Apesar de episódios de calor, as temperaturas médias ficaram dentro ou abaixo do padrão histórico no estado. A maior presença de chuva e nebulosidade reduziu o predomínio do sol e o aquecimento durante os dias.

Palmas e Cruzeiro do Iguaçu registram recordes

No distrito de Horizonte, em Palmas, setembro terminou com 347,8 milímetros de chuva. A média histórica para o mês é de 181,8 milímetros. Foi o maior acumulado de setembro desde a instalação da estação, em 2019.

Em Cruzeiro do Iguaçu, o volume chegou a 292 milímetros, diante de uma média de 157,3 milímetros. O resultado também foi o maior para setembro na série da estação, que funciona desde 2021.

Os recordes consideram o período de funcionamento de cada equipamento. Por isso, as séries têm durações diferentes, conforme o ano de instalação das estações.

Chuva no Paraná em setembro supera marcas de séries antigas

Entre as estações instaladas em 1997, quatro registraram o setembro mais chuvoso desde o início das medições: Cambará, Cerro Azul, Ponta Grossa e Telêmaco Borba.

Cambará acumulou 332,6 milímetros, frente à média de 89,2 milímetros. Em Cerro Azul, foram 363,4 milímetros, enquanto a referência histórica é de 110,1 milímetros.

Ponta Grossa registrou 341,4 milímetros, ante a média de 124 milímetros. Telêmaco Borba somou 356,6 milímetros, contra 133,3 milímetros esperados historicamente para o mês.

Nas estações instaladas em 1998, Antonina e Pinhais também tiveram recordes. Antonina acumulou 476,8 milímetros, frente à média de 157,4 milímetros. Pinhais registrou 274,2 milímetros, diante de 122,8 milímetros.

Curitiba se aproxima do maior acumulado para o mês

Curitiba registrou 339,4 milímetros em setembro, acima da média de 129,5 milímetros. O volume ficou próximo do recorde da estação para o mês: 359,4 milímetros, registrado em 1998.

Na Região Metropolitana, Fazenda Rio Grande teve o setembro mais chuvoso desde a instalação da estação, em 2009. O acumulado foi de 219,6 milímetros, contra média de 92 milímetros.

Apucarana, com medições desde 1999, também bateu o recorde de setembro. A estação registrou 272,4 milímetros, diante da média de 109,3 milímetros.

Em Jaguariaíva, onde o equipamento opera desde 2000, o volume chegou a 359,2 milímetros. A referência histórica é de 102,6 milímetros.

Litoral e interior também tiveram recordes

Outras três estações do Litoral registraram seus maiores acumulados para setembro. A APPA Antonina, instalada em 2014, somou 247 milímetros, ante média de 109 milímetros.

Paranaguá, com medições desde 2012, registrou 217 milímetros, frente à média de 113,6 milímetros. Guaraqueçaba, cuja série começou em 2011, acumulou 359,8 milímetros, contra 123,2 milímetros.

No interior, Cornélio Procópio teve 278 milímetros, diante da média de 83,9 milímetros, na estação instalada em 2018. Loanda, com equipamento em funcionamento desde 2017, registrou 244,4 milímetros, ante 78,5 milímetros.

Santa Maria do Oeste acumulou 250 milímetros, frente à média de 136,1 milímetros, na série iniciada em 2022. Santo Antônio da Platina, com medições desde 2019, somou 246,6 milímetros, contra 87,8 milímetros.

Simepar identificou dois tornados em setembro

O mês também teve tempestades com rajadas superiores a 100 km/h em várias cidades. Além de episódios de downburst, o Simepar identificou dois tornados.

O primeiro ocorreu em Francisco Alves, às 17h de 9 de setembro. O segundo atingiu Goioerê, às 16h de 11 de setembro.

Segundo o instituto, a análise dos danos ainda não permitiu concluir a classificação da intensidade desses tornados na escala Fujita.

Capanema registra maior temperatura do ano

Embora as médias mensais tenham ficado dentro ou abaixo da climatologia, setembro teve episódios de calor intenso. Capanema registrou 39,9°C em 27 de setembro, a maior temperatura do Paraná em 2026 até o momento do levantamento.

Outras estações também marcaram suas maiores temperaturas do ano. No dia 28, Apucarana chegou a 33,8°C; Campo Mourão, a 36,1°C; Maringá, a 35,2°C; Palotina, a 37,3°C; e Toledo, a 36,6°C.

No dia 29, Cornélio Procópio registrou 34,6°C, e Londrina, 35,2°C. São Miguel do Iguaçu marcou 38,1°C no dia 27.

No balanço mensal, Norte e Noroeste apresentaram os maiores desvios negativos de temperatura. As médias ficaram entre 1,3°C e 1,8°C abaixo dos valores históricos de cada estação.

Palmas e General Carneiro tiveram mínima negativa

A menor temperatura de setembro foi de -0,1°C, registrada em 7 de setembro em General Carneiro e no distrito de Horizonte, em Palmas.

O serviço Alerta Geadas, realizado pelo Simepar em parceria com o IDR-Paraná, encerrou as atividades de 2026 em setembro, após emitir quatro avisos no mês.

Desde maio, o serviço enviou 30 alertas específicos sobre a possibilidade de geadas com potencial de causar danos às atividades agropecuárias.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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