Troca de alunas com mesmo nome assusta famílias em Cascavel

escola municipal artur carlos sartori

Um caso de troca de alunas na porta de uma escola de Cascavel, no Oeste do Paraná, causou grande susto a duas famílias. O episódio ocorreu no segundo dia de aula na Escola Municipal Artur Carlos Sartori, no bairro Santa Felicidade, e envolveu duas meninas com o mesmo nome: Aurora.

A situação começou quando a mãe de uma das crianças, Aliny Andrade, recebeu uma mensagem da escola solicitando que a filha fosse buscada. Como estava a caminho de um compromisso relacionado a uma oportunidade de emprego, ela avisou a unidade que acionaria a própria mãe para buscar a menina.

Avô buscou criança errada na escola

De acordo com o relato, a avó, que enfrenta problemas no joelho, pediu ao avô da criança, pai de Aliny, para fazer a retirada na escola. A família informou o nome completo da aluna, a sala em que ela estudava e destacou que a carteirinha de identificação estaria dentro da mochila.

O avô, que tem baixa visão, dirigiu-se à escola, aguardou atendimento e recebeu uma criança. No entanto, tratava-se de outra menina, também chamada Aurora, mas que não era neta dele e não estudava na mesma turma.

A troca só foi percebida quando chegaram em casa. Ao ver a criança, a avó notou que não se tratava da neta. Diante do susto, o avô pediu ajuda a um vizinho e retornou imediatamente de carro à escola, levando a menina que havia sido entregue por engano.

Falha na identificação gerou confusão

Aliny relatou que a criança permaneceu quieta durante o trajeto até a casa da família, o que dificultou a identificação imediata do erro. Segundo ela, houve falha grave no procedimento da escola, já que não teria ocorrido a conferência adequada da identidade da criança nem da carteirinha de identificação.

O fato de as duas alunas terem o mesmo nome contribuiu para a confusão. Apesar disso, elas não pertencem à mesma sala. Aliny afirmou compreender a reação da outra família envolvida, que decidiu expor o ocorrido.

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Caso foi registrado no Nucria

A mãe da menina retirada por engano registrou ocorrência no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). Ela informou que não recebeu esclarecimentos sobre quanto tempo a filha permaneceu fora da escola nem sobre para onde foi levada durante o período da troca.

A Secretaria Municipal de Educação de Cascavel comunicou que acompanha o caso e informou que reforçou os protocolos de segurança nas unidades escolares. O episódio acendeu alerta sobre a importância da identificação correta de alunos na saída das escolas, especialmente nos primeiros dias do ano letivo.