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ACEPB cobra estudo antes de novo aeroporto regional

Associação questiona retomada de projeto discutido há mais de 20 anos e afirma que decisão de 2026 deve usar dados de 2026

aeroporto regional de Pato Branco

A Associação Empresarial de Pato Branco (ACEPB) cobra um estudo independente antes de qualquer decisão sobre o novo Aeroporto Regional do Sudoeste, previsto para a Linha Buriti, em Renascença. Em documento assinado em 6 de outubro, a entidade defende fortalecer o aeroporto de Pato Branco, que já está em ampliação.

O posicionamento é assinado pelo presidente da ACEPB, Ivan Roberto Orlandini Gonçalves. O local em Renascença fica a cerca de 22 quilômetros de Pato Branco, e o projeto é discutido há mais de 20 anos.

“Naquela época, a proposta fazia sentido. Hoje, os fatos mudaram”, afirma o documento.

Aeroporto de Pato Branco em expansão

Segundo a entidade, o Aeroporto Regional de Pato Branco está certificado, em operação e em processo de ampliação. Em junho de 2026, a prefeitura emitiu a ordem de serviço para o novo terminal de passageiros, com investimento de aproximadamente R$ 30 milhões.

Também estão previstos taxiway, ampliação da pista e outras melhorias operacionais. Para a ACEPB, os avanços são resultado de anos de articulação entre lideranças, empresários, poder público e comunidade do Sudoeste.

A associação questiona por que desconsiderar essas conquistas para começar do zero, a pouco mais de 20 quilômetros, um aeroporto que já opera e recebe investimentos.

Terminal de cargas sem números

O projeto em Renascença voltou ao debate com a proposta de um terminal de cargas. A ACEPB afirma que, antes de qualquer decisão, é preciso apresentar dados.

“Não somos contra investir. Somos contra investir sem comprovar. Se a justificativa é carga, mostrem a carga”, diz o texto.

A entidade lista as perguntas que, segundo ela, ainda não têm resposta:

  • Qual é a demanda real por transporte aéreo de cargas?
  • Quais empresas utilizariam o serviço?
  • Quais produtos e destinos justificariam a operação?
  • Há operadores interessados?
  • Qual é o investimento total, o custo de operação e o retorno econômico esperado?

“Sem essas respostas, não há projeto. Há apenas uma obra”, afirma a associação.

Três alternativas na mesa

A ACEPB argumenta que o Sudoeste é uma região industrial e produtiva e que os grandes volumes de produção não dependem só do transporte aéreo. Por isso, defende que qualquer estudo de logística regional compare três caminhos.

São eles a implantação de um novo aeroporto, a ampliação do Aeroporto Regional de Pato Branco e o avanço da ferrovia pelo Sudoeste, conectando os principais polos produtivos.

“A questão não é qual município recebe a obra. É qual combinação de investimentos entrega maior retorno para a região”, afirma o documento.

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O que o estudo deve mostrar

A entidade, que tem mais de 65 anos de atuação em Pato Branco e no Sudoeste, defende um estudo técnico, econômico e logístico atualizado e independente.

Segundo a ACEPB, o estudo deve apresentar a capacidade futura do aeroporto existente, o custo da ampliação, a demanda real de passageiros e cargas e o investimento necessário para uma nova estrutura. Também deve incluir custos de operação, existência de operadores interessados, impacto econômico de cada alternativa e potencial ferroviário da região.

A associação não descarta o novo aeroporto. “Se um novo aeroporto tiver viabilidade superior, que os estudos demonstrem. Se houver demanda para um terminal de cargas, que os números comprovem”, diz o texto.

O documento termina com uma crítica ao tempo do projeto. “Mas o desenvolvimento de 2026 precisa ser decidido com os dados de 2026, não com um projeto desenhado há 24 anos.”

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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