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Aumento de custos nos cartórios preocupa setor produtivo

Entidades do setor produtivo contestam o PL 1016/2025, que pode ser votado nesta segunda-feira (19) pela Assembleia Legislativa do Paraná.

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O G7 Paraná, grupo formado por sete entidades do setor produtivo, pediu o adiamento da votação do Projeto de Lei 1016/2025, prevista para esta segunda-feira (19), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A proposta altera as regras de cobrança dos serviços cartoriais e, segundo o grupo, poderá elevar custos para empresas, produtores rurais e consumidores.

A principal preocupação das entidades é o impacto econômico das mudanças nos valores de referência das custas e dos emolumentos de serviços extrajudiciais. O G7 considera inadequado discutir novos encargos diante das dificuldades enfrentadas pelos setores produtivos.

O projeto, apresentado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), também estabelece parâmetros para o cálculo das cobranças e prevê atualização anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo a justificativa do tribunal, a proposta busca modernizar a legislação e ampliar a transparência e a fiscalização dos serviços.

Assembleia Legislativa do Paraná

Setor produtivo contesta aumento dos custos cartoriais

O coordenador do G7 Paraná e presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirma que as mudanças propostas poderão ampliar as despesas das atividades econômicas no Estado.

“Esse não é o momento para votar algo que tenha tamanho impacto nos setores produtivos e, consequentemente, para a sociedade”, afirmou.

Segundo Meneguette, os custos dos serviços cartoriais já representam despesas recorrentes para empresas e produtores rurais. Além disso, ele aponta que diferentes segmentos enfrentam margens de lucro reduzidas e incertezas jurídicas e políticas.

Para o dirigente, a inclusão de novos encargos poderá ampliar a pressão financeira sobre as atividades produtivas.

O presidente do Sistema FAEP também relacionou a discussão aos possíveis impactos de mudanças na legislação trabalhista e ao ambiente de incerteza política.

Na avaliação das entidades, a Assembleia Legislativa deveria ampliar o debate sobre os critérios de cobrança antes de deliberar sobre o projeto.

Georreferenciamento de imóveis rurais preocupa produtores

Uma das principais críticas do G7 Paraná envolve os valores cobrados pelos cartórios para registro e averbação do georreferenciamento de imóveis rurais.

Os produtores questionam os custos desses procedimentos e apontam diferenças expressivas entre valores praticados por cartórios de diferentes municípios.

O grupo também reclama da falta de clareza sobre os critérios utilizados para determinar as cobranças. Para as entidades, essa situação dificulta a compreensão dos valores exigidos pelos serviços.

Meneguette defende que o Paraná discuta a padronização das tabelas de emolumentos antes de aprovar possíveis reajustes.

“Antes de discutir aumentos nos custos cartoriais, precisamos debater mecanismos para unificar a tabela de emolumentos do Paraná”, afirmou.

Segundo o dirigente, a ausência de critérios suficientemente claros gera inconsistências nas cobranças realizadas pelos cartórios de registro de imóveis.

O que prevê o Projeto de Lei 1016/2025

O Projeto de Lei 1016/2025 foi encaminhado pelo Tribunal de Justiça do Paraná e estabelece novos critérios para a cobrança de emolumentos referentes aos serviços extrajudiciais.

Além da atualização anual dos valores pelo IPCA, o texto apresenta regras para a definição da base de cálculo dos serviços que envolvem valores financeiros.

Nessas situações, a proposta considera parâmetros como o preço declarado na transação, o valor tributário do imóvel e a base utilizada para recolhimento do imposto de transmissão de bens imóveis.

Conforme a justificativa apresentada pelo TJ-PR, o objetivo é modernizar uma legislação de 1970, garantir maior transparência aos usuários e assegurar a sustentabilidade financeira dos serviços cartoriais.

O texto também contempla disposições relacionadas à fiscalização e à gratuidade de serviços.

Apesar desses objetivos, o G7 questiona os possíveis efeitos financeiros da proposta e solicita que a votação seja adiada para permitir uma discussão mais ampla.

Sete entidades integram o G7 Paraná

O G7 Paraná reúne representantes de diferentes segmentos da economia estadual, incluindo agronegócio, indústria, comércio, transporte e cooperativismo.

O grupo é formado pelas seguintes instituições:

  • Sistema Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema FAEP);
  • Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep);
  • Associação Comercial do Paraná (ACP);
  • Federação do Comércio do Estado do Paraná (Fecomércio PR);
  • Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Faciap);
  • Federação das Empresas de Transporte de Cargas (Fetranspar);
  • Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar).

A proposta consta da pauta da Assembleia Legislativa para esta segunda-feira (19). A programação prevê o início das sessões plenárias às 14h30, com transmissão pelos canais oficiais do Legislativo.

Até o momento desta publicação, não havia confirmação de adiamento ou resultado da votação do PL 1016/2025.

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Paulo Felipe

Jornalista com 15 anos de experiência em redações de jornais impressos e portais de notícias. Há 4 anos se dedica exclusivamente a escrever para portais de notícias. Somou-se a equipe do Diário do Sudoeste

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