Balões causaram 16 desligamentos na rede da Copel em 2026

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De janeiro até o fim de maio deste ano, equipes de manutenção da Copel atenderam 16 ocorrências de desligamentos provocados por balões no Paraná. Foram 15 casos registrados na rede de distribuição de energia e uma ocorrência na rede de transmissão, situação que reforça os riscos causados pela prática, considerada crime ambiental no Brasil.

Segundo a companhia, os balões representam uma ameaça constante à segurança da população e à estabilidade do sistema elétrico. Além disso, quando entram em contato com a rede, podem causar interrupções no fornecimento de energia, danos a equipamentos e até acidentes graves.

“Há casos deste tipo registrados o ano todo que geram desligamentos de grande impacto e prejudicam a coletividade. Balões são objetos sem controle que expõem todos a situações de risco”, afirma o gerente da Divisão de Construção e Manutenção da Copel para Curitiba, Marcos Mikuska.

Curitiba lidera registros de desligamentos

Nos primeiros cinco meses de 2026, Curitiba concentrou o maior número de ocorrências, com cinco desligamentos provocados por balões. Além disso, foram registrados dois casos em Piraquara e dois em Mariluz.

Outras cidades afetadas foram Quatro Barras e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, além de Londrina, Ribeirão do Pinhal e Paiçandu, que registraram uma ocorrência cada.

De acordo com a Copel, os prejuízos vão além da interrupção temporária do fornecimento de energia. Dependendo da situação, os balões podem provocar danos à estrutura da rede e à operação dos equipamentos.

“Quando em contato com a rede elétrica, além da interrupção da energia, há a possibilidade da queima de equipamentos, o que aumenta a complexidade do trabalho das equipes com influência no tempo de religamento”, explica Marcos Mikuska.

Ocorrência afetou rede de transmissão

Uma das situações mais preocupantes ocorreu em 15 de março, quando um balão provocou o desligamento da linha de transmissão Bateias-Itatiba, no estado de São Paulo. A estrutura opera em 500 mil volts e integra o sistema que conecta as regiões Sul e Sudeste do país.

Segundo a Copel Geração e Transmissão, ocorrências desse tipo podem gerar impactos em larga escala, afetando cidades inteiras e comprometendo a confiabilidade do sistema elétrico nacional.

“As linhas de transmissão operam de forma integrada e qualquer interferência pode gerar consequências em cadeia. Uma ocorrência como essa de balão na rede de alta tensão coloca em risco a confiabilidade do sistema elétrico e exige mobilização imediata das equipes para resolver a situação com segurança”, destaca o superintendente de Transmissão da Copel, Ricardo Wazen.

Número de ocorrências segue elevado

Ao longo de 2025, a Copel realizou 48 atendimentos relacionados à retirada de balões da rede de distribuição de energia e à recomposição das estruturas afetadas.

No período entre janeiro e maio do ano passado, foram registradas 21 ocorrências, cinco a mais do que no mesmo intervalo deste ano. Na época, Curitiba liderou os registros com 11 casos. Também foram contabilizadas ocorrências em Colombo, Araucária, Borrazópolis, Cambé, Foz do Iguaçu, Maringá, Ubiratã e União da Vitória.

Copel reforça alerta sobre riscos e penalidades

Além dos riscos ao sistema elétrico, soltar balões configura crime ambiental, conforme prevê a Lei Federal nº 9.605/98. A legislação estabelece pena de detenção de um a três anos, multa ou aplicação simultânea das duas penalidades.

A Copel alerta que, em hipótese alguma, a população deve tentar retirar balões presos à rede elétrica, devido ao elevado risco de choque elétrico e acidentes fatais.

“Jamais deve-se tentar retirar balões enroscados na rede elétrica sob o risco de morte”, reforça Marcos Mikuska.

Em situações de emergência envolvendo a rede elétrica, a população pode acionar gratuitamente a Copel pelo telefone 0800 51 00 116. Ao ligar, basta selecionar a opção 1 para comunicar situações de risco à vida ou acidentes envolvendo a rede de energia.